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Eu Já Estive Em “Pequenos Traumas”, escrito pela Dra. Meg Arroll e publicado pela Editora Vestígio

Com 20 anos de bagagem atuando com pequenos traumas, Dra. Meg Arroll nos apresenta seu livro: Pequenos Traumas – superando as barreiras emocionais que afetam a nossa saúde mental, publicado pela editora Vestígio. O ponto de partida para a abordagem dos pequenos traumas que a autora nos apresenta é muito interessante: a vida toda os médicos da mente estão preparados para tratar de grandes traumas como luto, depressão, grandes perdas. Mas, porque não tentar entender quais foram os pequenos traumas que levam uma pessoa a entrar em depressão, por exemplo? O problema, talvez, não pode vir a ter uma solução antes?

Eu, já pensei pelo outro lado e claro que eu fiz a pergunta: como vamos sobreviver se tudo na vida pode ser um pequeno trauma? Mas, ainda no primeiro capítulo, a autora explica que algumas de nossas vivências, com certeza, nos tornarão imunes a muitas coisas. Segundo a doutora, ao visualizar os eventos negativos como vacinas emocionais é possível extrair algo positivo de experiências difíceis e estimular os nossos anticorpos emocionais.

Apresentando um pouco melhor o livro, vale muito destacar a quantidade de temas que a autora consegue abordar na obra e dar para ter uma ideia destacando os capítulos da obra: os pequenos traumas e porque são importantes; e nunca foram felizes para sempre; entorpecido e acomodado; nascido para se estressar; o paradoxo do perfeccionismo; aparentes humanos, não seres humanos; você tem fome do que; é o amor; dormir, talvez sonhar; transições e pular no abismo, sua receita para a vida.

Pincelando alguns exemplos que me chamaram muito a atenção, quando se fala sobre felicidade, a autora conta que a mesma pode ser confundida com a satisfação com a vida, mas a satisfação com a vida é mais que um sentimento, é uma avaliação mental do quanto uma pessoa se sente contente. Aborda também a positividade tóxica e nos dá uma dica bem importante: na próxima vez que alguém começar a lhe contar sobre uma experiência ou sentimento difícil, em vez de dizer – ah, amanhã você vai se sentir melhor – ouça, apenas ouça.

Meg Arroll também comenta sobre o baixo nível de alfabetização emocional: tão abundante hoje em dia, é prejudicial porque, como seres humanos, precisamos vivenciar e expressar uma ampla gama de emoções e aceitar que não tem problema sentir nossos sentimentos sem qualquer reserva.”

Como lidar com esses pequenos traumas no dia a dia? A autora nos apresenta a abordagem CAA – conscientização, aceitação e ação – e usando essa técnica todo o tempo, nos apresenta vários casos de seus pacientes, que creio que em algum momento você vai se enxergar em um deles. O livro traz também alguns exercícios para os leitores, como por exemplo o exercício de respiração para lidar com situações desagradáveis.

São muitas as frases destacadas no livro, então deixo aqui algumas para reflexão e conhecimento:

“Assim como a recuperação física leva algum tempo, a recuperação emocional e psicológica precisa de tempo e espaço para acontecer.”

“Quem você seria se não pudesse se ver em relação ao outro.”

“A solidão crônica é tão prejudicial à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia.”

“Não fomos feitos para estar constantemente felizes.”

“Até as emoções mais incomodas são úteis, pois elas nos contam o que precisamos ouvir.”

“Engula um sapo vivo logo ao acordar e nada pior vai lhe acontecer no resto do dia.”

“Então faça as coisas desagradáveis logo pela manhã, quando a energia e a motivação a curto prazo estão no ápice, após um sono restaurador.”

Sinopse: Como você está se sentindo hoje? Se sua resposta for um desanimado “vou indo”, um mero “mais ou menos” ou um ressonante “exausto”, pare por um momento e respire. Talvez você não consiga identificar exatamente por quê, mas sabe que não está tudo bem. A vida moderna pode ser estressante, para dizer o mínimo: sentimos o peso sobre nossos ombros enquanto nos esforçamos para equilibrar vida pessoal, trabalho, tarefas domésticas, obrigações familiares e compromissos sociais – tudo isso com um sorriso no rosto, como mandam as redes sociais. Mas, muitas vezes, não percebemos as microagressões envolvidas nesse esforço cotidiano, essas pequenas feridas emocionais que vão se acumulando até transbordar em uma enxurrada de estresse, ansiedade e depressão. Neste livro, a renomada psicóloga britânica Meg Arroll nos mostra como identificar os pequenos traumas que afetam a nossa saúde física e mental e ensina como enfrentá-los com coragem, aceitação e flexibilidade.

Sobre a autora: Dra. Meg Arroll é psicóloga, cientista e escritora especializada em saúde e bem-estar. Sua abordagem focada em soluções fornece dicas e estratégias práticas para os problemas complicados da vida, que são complexos e cotidianos. Colabora regularmente com jornais e revistas como Stylist, Mail Online, Psychologies e Top Sante e é convidada frequente de inúmeros programas de rádio e podcasts.

Pequenos Traumas – Superando as barreiras emocionais que afetam a nossa saúde mental, escrito pela Dra. Meg Arroll e publicado pela editora Vestígio, tem 288 páginas e está à venda nas livrarias de todo o Brasil, assim como plataformas de e-commerce e também no site da editora.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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