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Eu Já Estive Em “A História de Como eu Morri”, de J.C. Lydes

Existem leituras leves e divertidas e existem leituras necessárias! A História de Como eu Morri, de J. C. Lydes, é uma leitura necessária, que já te coloca em todo o auge do problema no primeiro capítulo e te prende a cada página desde então. Estamos falando de Letícia, mais uma vítima de violência doméstica. No Brasil, em 2023, foram registrados 1.463 casos de feminicídio, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ou seja, cerca de 1 caso a cada 6 horas.

Gostaria que o tema do livro fosse apenas ficção? Gostaria! Mas, como bem sabemos que não é, vamos conversar mais sobre. Lá estavam Letícia e seu marido no carro, ela dirigindo, porque finalmente ele a deixou usar o carro novo dele, quando rola um deslize no volante, e uma freada brusca tira o marido de Letícia do sério, o suficiente para ele tentar sufocá-la por enforcamento. Há testemunhas, chamam a polícia e aí seguimos nessas primeiras páginas do primeiro capítulo do livro.

Ler o primeiro capítulo fez meu coração palpitar, esperando justamente pela decisão de Letícia sobre como seguir depois do grave episódio de violência doméstica que quase foi mais uma estatística de feminicídio. O que ganhou minhas estrelas na avaliação desse livro foi como a autora colocou em evidência a importância do pós-violência doméstica. A importância do acolhimento com a vítima tem grande destaque na obra, seja a policial que vai atender a ocorrência, seja a delegada que colhe depoimento, seja a pessoa que faz o exame de corpo-delito, familiares e amigos e sim, principalmente os amigos, poucos que restam depois do fim de um relacionamento abusivo.

Não vou entrar muito mais em detalhes da história para que os próximos leitores possam ter os sentimentos de descobertas que tive, mas J. C Lydes manda muito bem em descrever as sensações de Letícia, seja as pequenas conquistas do dia a dia após passar por uma situação como a que citamos, seja sobre recaídas, que todos nós temos. Só lembremos que o título da obra é “A História de como eu morri”, aí vale a leitura para entender mais sobre essa possível morte!

Trechos da obra:

“Como eu morri? Está aí uma pergunta que eu sei responder fácil: tentando viver.”

“Lembrar de tudo me tirou o sono e me fez pensar por horas onde eu estaria agora se tivesse ido embora naquele dia. Mas o branco do teto não tem resposta.”

“Eu não menti. Não disse que estou bem. E é tão diferente não soltar a mentira habitual. Meu coração bate mais cheio, mais firme.”

“Eu percebi que não estava sozinha. Saber que você não está sozinha na sua dor é mais poderoso do que a gente imagina.”

Sinopse: Letícia tem tudo o que alguém poderia querer na vida. Uma carreira de sucesso; pais com quem ela (finalmente) consegue se entender; um belo apartamento; um marido lindo e um casamento perfeito. Mas tem algo que ela deseja muito e não tem: respostas.
Respostas para as perguntas que ela já se fez inúmeras vezes: O que fiz de errado? A culpa é minha? Por que ele me bateu? Faltavam essas respostas, até que uma promessa foi quebrada e o dia que tinha tudo para ser bom, se tornou pior do que um pesadelo.
Para fugir dessa realidade sombria, ela terá que buscar muito mais do que apenas respostas, ela terá que se redescobrir e reacender a chama da força e da coragem dentro dela. Porque agora, ela quer algo mais importante do que as respostas, ela quer ser livre outra vez.

Sobre a autora: J.C Lydes, pseudônimo de Jessica Chagas, é uma amante da literatura e dos livros. Encontrou na escrita uma maneira de compartilhar a sua visão de mundo e de dar vida para as muitas e diversas histórias que sempre passearam pela sua imaginação. Acredita que a literatura e a ficção têm o poder de transportar para outro mundo e fazer enxergar as coisas com outros olhos. Baiana, de Salvador, mora há alguns anos em São Paulo. Formada em jornalismo, trabalhou por muitos anos com publicidade e marketing digital, até se descobrir como escritora e mudar completamente de carreira.

A História de Como eu morri”, escrito por J.C. Lydes, tem 254 páginas e está à venda na versão impressa, sob demanda, no site da Uiclap. Também está disponível no formato digital na Amazon.

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