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Eu Já Estive Em “Todas as Minhas Mortes”, escrito por Paula Klien e publicado pela Citadel Editora

Escrito para ser impactante, não passar desapercebido, chocar de alguma forma! Essa foi minha primeira impressão quando terminei de ler “Todas as minhas mortes”, de Paula Klien. A autora já traz na primeira linha no primeiro capítulo a “siririca” que Laví tocava desde os cinco anos, quando descobriu o orgasmo.

Laví, abreviação de la vie – vida em francês – realmente tem uma história de vida digna de um romance. Todas as fases da vida de Laví foram marcadas por acontecimentos que não passam sem terapia para ninguém. Começa com Laví contando sobre descobrir o orgasmo com seus cinco anos, assunto inclusive que eu particularmente fui pesquisar mais sobre e conversei com minha terapeuta a respeito, já que eu não tenho a menor memória de algo com conotação sexual na minha vida antes dos 11, 13 anos. Enfim, é complexo e vale todos pesquisarem porque foi um aprendizado e tanto aqui.

Laví vai crescer, seguir a adolescência, se relacionar, sempre com muita história para contar, mas o grau de dificuldade aumenta quando ela decide que chegou o momento de engravidar, e para mim todos os momentos do livro sobre gravidez são tão impactantes quanto a siririca aos cinco anos.

Fiquei pensando sobre o prefácio, de Luiz Alberto PY, que diz que “Todas as minhas mortes” é uma ode à glória de ser plenamente mulher. No meu ponto de vista, tudo o que não temos aqui é plenitude, porque plenitude, é o completo, cheio, e no meu ponto de vista, Laví veio mesmo para transbordar e mostrar para o que veio, desafiando tudo e todos.

Mas calma que me identifiquei com Laví em algumas partes, sim! Temos a Fênix em momentos de renascimento – eu uma tatuagem depois que meus pais morreram, Laví não vou contar em que momento para não dar spoilers. Não gostamos de datas comemorativas, ela por ficar ansiosa, eu por achar que não vale a não ser incentivar o consumo e a culpa por esquecer uma dessas datas e aos 28 anos Laví não era uma Forbes Under 30, mas sim uma super-heroína anônima. E aí pensemos quantas heroínas anônimas estão aí lutando para sobreviver antes dos 30. Mas ok, o mundo quer lista de pessoas nas quais elas possam se inspirar – mesmo conhecendo algumas Forbes Under 30 que não valem de nada. Enfim, seguimos!

Quero muito que mais pessoas leiam “Todas as minhas mortes” para que possamos discutir ainda mais sobre esse livro que movimentou a minha cabeça e a leitura coletiva que fizemos por aqui, organizada pela LC Agência de Comunicação.

Alguns trechos do livro:

“Tudo acontece para a evolução do todo. É nela, na evolução do todo, que está a resposta para as desigualdades, infortúnios e tragédias. Igualmente para toda sorte.”

“Da mesma forma, acredito em outras coisas. Uma delas é o poder da energia, que tem a força da palavra como abre-alas.”

“Para a gente criar, a gente tem que morrer.”

“Porque, por mais alto que seja o voo da Fênix, é voo triste. É céu escuro. É trançado de cicatrizes nas tripas e nas plumagens.”

“Era mês de comemorar o amor. De comemorar noivas e mães. Não que eu me importe com datas de calendário. Muito pelo contrário: elas me causam uma ansiedade desproporcional no tentar corresponder às expectativas dos outros.”

“Não gosto de lua cheia porque minha maré sobe e, com frequência, transbordo.”

“Aos 28 anos, eu não era uma Forbes Under 30. Eu era uma verdadeira e anônima super-heroína.”

Sinopse: Em Todas as minhas mortes, a protagonista Laví, abreviação de la vie ― ou vida em francês ―, embarca em uma jornada única, desde o primeiro orgasmo na infância até a pós-menopausa. Com lucidez espantosa, a autora Paula Klien quebra tabus, explorando de forma honesta e visceral temas como erotismo, sexo, paixão, amor, família, maternidade, cura e fé. Este romance de auto ficção é uma narrativa instigante que desafia pudores, mergulhando na complexidade humana e na ordenação de valores fundamentais. Uma estreia literária marcante, “Todas as minhas mortes” não apenas cativa com sua narrativa insólita, mas também convida os leitores a uma reflexão profunda sobre o milagre da vida e as muitas mortes que moldam nossa existência. Uma leitura impactante, comovente e inspiradora, que mantém a respiração suspensa da primeira à última linha.

Sobre a autora: Paula Klien nasceu no Rio de Janeiro em 1968. É uma artista plástica contemporânea com significativa projeção internacional. Embora utilize técnicas ancestrais na criação de seus desenhos e pinturas, Paula foi pioneira em Cripto Arte e NFT (token não fungível). Artista multidisciplinar e diretora criativa de vanguarda, também trabalha com performance e vídeo, servindo-se de recursos de sua bagagem, como dança e música. Além disso, foi fotógrafa por dez anos, realizando trabalhos culturalmente relevantes. Muitas de suas obras visuais integram acervos de museus e importantes coleções. Embora tenha estudado Direito, Paula desistiu da carreira jurídica. A escrita é uma paixão antiga, e “Todas as minhas mortes” marca o lançamento da artista no universo literário.

“Todas as minhas mortes”, de Paula Klien, publicado pela Citadel Editora, tem 176 páginas e está à venda nas livrarias de todo o Brasil e nas plataformas de e-commerce. Na Amazon, disponível no formato impresso e digital.

Janaína Leme

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