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“Leopoldina, Independência e Morte” volta ao CCBB SP na semana da independência

Após temporada de sucesso em 2018, o espetáculo “Leopoldina, Independência e Morte”, que destaca o papel decisivo da imperatriz Leopoldina no processo de independência do Brasil, volta ao palco do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo de 6 a 9 de setembro. Estrelada por Fabiana Gugli no papel da monarca e Plínio Soares, que dá vida a José Bonifácio, a peça destaca um dos momentos mais marcantes da vida de Leopoldina e de conhecimento de poucos: enquanto Regente Interina de Dom Pedro I durante viagem do imperador a São Paulo, foi ela quem decidiu declarar a independência do Brasil no dia 02 de setembro de 1822. Na montagem, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 07 de setembro como data oficial para sua celebração.

Para ambientar os espectadores durante as apresentações, os atores são acompanhados ao vivo pela musicista Ana Eliza Colomar na flauta transversal e no violoncelo. O texto e a direção são de Marcos Damigo, que há vinte anos sonha com a montagem da peça. Suas inspirações para jogar luz sobre a primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil surgiram de um mergulho profundo na história de Leopoldina publicada em biografias, artigos e cartas – trechos das correspondências estão no texto do espetáculo. Falas de Bonifácio também foram extraídas de diários e pronunciamentos do primeiro brasileiro a ocupar o cargo de Ministro de Estado. O historiador Paulo Rezzutti, autor do livro “D. Leopoldina, a história não contada“, deu consultoria histórica para a peça.

“O ensaio publicado pela escritora e psicanalista Maria Rita Kehl no livro Cartas de uma Imperatriz (Estação Liberdade) foi o estopim para encontrar o recorte de uma história tão rica e interessante, enfatizando a transformação da princesa europeia em estadista consciente de seu tempo histórico. Queremos também mostrar para o público de hoje o projeto de um país que, infelizmente, fracassou com a sua morte e o exílio de Bonifácio. Falar deste sonho de quando o Brasil se tornava uma nação independente é importante para nós”, conta Damigo.

Leopoldina contemporânea

Esposa, mãe e também estadista: estes foram os papéis vividos por Leopoldina, casada com Dom Pedro I, numa época em que o lugar da mulher era restrito a funções privadas. Mas sua importância decisiva no processo de independência do país é desconhecida pela maioria dos brasileiros. Com texto e direção de Marcos Damigo, a peça recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que virou imperatriz do Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; Leopoldina, agora imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, o delírio que consumiu seus últimos dias.

Leopoldina chegou ao Brasil com 19 anos, morreu aos 29 e engravidou nove vezes. Articuladora e estrategista, foi responsável por ações cruciais para a política da época, mas seu grande feito como estadista não foi reconhecido até os dias atuais: enquanto Regente Interina de Dom Pedro I, durante viagem do imperador a São Paulo, decidiu declarar a independência do Brasil no dia 02 de setembro de 1822. Na peça, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 07 de setembro como data oficial para sua celebração.

Gostava de teatro e literatura e falava vários idiomas, além de ser botânica e mineralogista. Segundo Maria Rita Kehl, “D. Pedro continuava dependendo de Leopoldina; ela o orientava politicamente, comunicava-se com representantes de países estrangeiros com mais desenvoltura, falava mais línguas e era mais culta do que ele. Mas Pedro vingava-se da superioridade da esposa desmoralizando-a como mulher”. Conforme a paixão de Dom Pedro por Domitila de Castro se tornava pública e a Marquesa de Santos ficava cada vez mais poderosa, Leopoldina e o projeto político que representava foram perdendo força. Morreu após um aborto, deixando cinco filhos, entre eles o sucessor do trono, Dom Pedro II.

Descendente da família Habsburgo, a mais poderosa do início do século XIX, Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, capital da Áustria, em 22 de janeiro de 1797. Era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Teresa da Sicília. Foi a primeira imperatriz brasileira e ficou conhecida popularmente como D. Maria Leopoldina. Deixou sua terra natal rumo ao Brasil para casar-se com Dom Pedro I, em um matrimônio arranjado típico daquela época.

Ana Eliza Colomar (musicista) – Bacharel em Letras pela USP, completou seus estudos na Escola Municipal de Música de São Paulo. Atua profissionalmente tanto em música erudita, como em música popular, executando violoncelo, flauta e sax. Integrou a Orquestra Experimental de Repertório e a Orquestra Sinfônica de Santo André. Tem ampla experiência em espetáculos teatrais: Integrou o Grupo do Ornitorrinco, o Grupo XPTO, o elenco de “O Retrato de Dorian Gray” no SESI São Paulo, como instrumentista e arranjadora. Autora e intérprete solo da trilha de “Leopoldina, Independência e morte”. Integrou elenco de “Noite Filme Noir Cabaret- Trixmix.” Foi flautista e saxofonista dos musicais “Les Misérables” e “A Bela e Fera”. Acompanhou e gravou com Edson Cordeiro, com participação de Ney Matogrosso, Laura Pausini, Fortuna, Gereba, Rita Ribeiro, Loop B, Socorro Lira, Fioti, Stela Campos, Quinteto Aralume, Grupo Bojo, Thiago Pethit, Tiê, entre outros. Desenvolve também projeto de união da linguagem acústica com música eletrônica junto ao Grupo Pedra Branca. Integrou o quarteto de jazz da pianista Christianne Neves com a qual foi solista no Festival de Jazz de Sorocaba, em 2013. Integra, há 20 anos, o grupo de música étnica Mawaca, com o qual participou de inúmeros festivais e shows pelo mundo, e o grupo de samba e choro Dedo de moça, vencedor do fomento música 2019. Foi parecerista no edital PROAC música Instrumental em 2014 e 2015.

 

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcos Damigo. Codireção: Lucas Brandão. Elenco: Fabiana Gugli e Plínio Soares. Consultoria histórica: Paulo Rezzutti. Assistente de direção: Laura Salerno. Cenografia: Renato Bolelli Rebouças. Figurinos: Cássio Brasil. Assistente de figurinos: Daniela Tocci. Desenho de Luz: Roberto Setton. Música ao vivo (flauta e cello): Ana Eliza Colomar. Trilha Sonora: Ana Eliza Colomar e Nivaldo Godoy Junior. Colaboração Artística: Sara Antunes, Tarina Quelho e Joca Andreazza. Assistente de cenografia: Amanda Vieira. Artes Visuais: Priscila Lopes. Design Gráfico: Ramon Jardim e Victor Iemini. Fotografia e Vídeo: Victor Iemini. Comunicação: Agência Fervo – Priscila Cotta e Júlia Ramos. Assessoria Jurídica: Mariana de Castro Assistente administrativo: Sérgio Antônio Moura. Contabilidade: Andrade & Associados. Assistente de produção: Fernanda Ramos. Direção de Produção: Fernanda Moura Idealização: Marcos Damigo. Produção e Administração: Fernanda Moura – Palimpsesto Produções Artísticas.

SERVIÇO: “LEOPOLDINA, INDEPENDÊNCIA E MORTE”

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228

Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.

É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Datas: 6 a 9 de setembro de 2019

Horários: sexta, sábado e segunda, às 20h, e domingo, às 18h

Duração: 80 minutos. Gênero: drama histórico. Classificação: 12 anos. Lotação: 140 lugares.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada) / Venda de ingressos: bilheteria do teatro / eventim.com.br / Clientes Banco do Brasil têm 50% de desconto na programação com Ourocard

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