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Eu Já Estive Em “Workshop sobre Literatura Fantástica, by Claudia Fusco, no MIS”

Você sabia que o MIS (Museu da Imagem e do Som), na Avenida Europa, tem uma série de cursos e workshops que acontecem durante todo o ano? Se você curte arte e cinema, não sabe o que está perdendo.

Recentemente fomos conferir o workshop da Claudia Fusco sobre literatura fantástica e, que aula!!! A Claudia começou explicando a origem da palavra gênio usando videos e muitas referencias para ilustrar o assunto. “A criatividade é o que torna uma pessoa genial, o pensar fora da caixa”.

Mas então, como medimos a inteligência?

A inteligência é muito abstrata e os gênios sempre puxam o assunto para o que eles dominam e, a ficção endossa o gênio solitário. Mais do que um QI alto, o gênio é criativo e dedicado.

Também tem a questão da Historiometria: a genialidade se aglomera, mas onde? Ela existe em alguns lugares mais do que outros, a princípio. Pode ser o lugar mais documentado, por isso aparece mais também. O Vale do Silício é o polo de genialidade mais recente, por exemplo. Segundo a Lei de Danilevsky: quanto mais livre é um povo, mais inteligente ele é. Um povo é mais criativo quando é independente. Para Eric Weiner é preciso o caos para criar. Quando está tudo calmo, muito pacífico, não há necessidade de criar.

Vale explicar que o gênio nasce de um veredicto público, não de uma convicção individual. A genialidade é compreender sozinho aquilo que deveria ser ensinado formalmente por outra pessoas. A originalidade é o cerne da genialidade. E, a genialidade demonstra sinais na juventude e pode ser destruída se tolhida pelo ambiente. E, pegando o gancho para o assunto principal do workshop: a ficção fantástica reforça a imagem do gênio solitário e incompreendido.

Mas, afinal, o que é Fantasia?

Vem do grego, phainein, trazer a luz. É desejar que a mente crie coisas que não são perceptíveis por meio dos sentidos. Os acordos da fantasia precisam ser levados a sério, a magia dos livros e do cinema é espalhar o imaginário. O mundo fantástico é feito para ser subvertido. A arte fantástica extrapola intencionalmente o real. Medo e encantamento são as essências da ficção científica. 

A primeira história considerada fantasia é Frankestein, de Mary Shelley: o gênio irresponsável. Em Metropolis (1927), onde a ficção científica nasce no cinema, ele cria uma série de coisas. é muito atormentado e da origem a visão de cientista louco. Também nasce a identidade visual do cientista maluco, cabelo a lá Einstein e partes mecânicas no corpo. Entre 1930 e 1980, 30% dos vilões do cinema eram cientistas malucos e 39% das ameaças a paz eram causadas pela ciência. A figura do gênio se torna mais poderosa no século XX. Nas  ficções, os gênios imperam.

Mas então, o que mudou?

Nossa relação com a tecnologia vem se transformando velozmente a partir dos anos 70. Como a nossa relação ficou boa com a tecnologia, a imagem do gênio também se transformou. De Hawking a Jobs, a imagem do gênio vivo (relativamente acessível) difundiu mais acesso à ciência nos tempos modernos. A mente dos gênios deixa de ser um território inóspito. As artes visuais de ficção científica acompanham a tendência mostrando que a ciência e a tecnologia podem ser divertidas.

E aí alguns exemplos de cientistas, ou gênios, que conquistaram nossos corações: Tony Stark – gênio, filantropo, arrogante e amável! Ele emula o comportamento de gênios atuais da tecnologia, com excesso de confiança. Sua inventividade e velocidade de pensamento são arrogantes, mas também inspiradores por conta do carisma do personagem. Hermione Granger: genialidade e empatia devem andar juntas. Ela tem muitas habilidades em diversas áreas do conhecimento, mas ela é altamente empática. 

Curtiu o assunto? Então acompanhe a agenda do MIS no site https://www.mis-sp.org.br/ e programe seu curso também!

Janaína Leme

@eujaestiveem

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