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Jornalista brasileira radicada em Londres lança romance sobre assédio, limite, morte e mistério em Jericoacoara

“Primeiro eu tive que morrer”, romance de estreia da jornalista Lorena Portela, é uma ficção sobre a morte que lhe dá título, mas também sobre o feminino. O morrer, nos 31 capítulos desta obra lançada de forma independente, não é aquele definitivo, mas o que antecede os muitos renascimentos pelos quais se pode passar na vida. O feminino aparece sem exceção, em muitas das suas formas.   

Com a fluidez de quem conversa, a cearense radicada em Londres criou poderosas personagens femininas de gerações e classes sociais distintas. O tom de proximidade da narrativa e o reflexo da realidade na trama, resultado da experiência pessoal da autora e dos relatos de mulheres que a rodeiam, fazem “Primeiro eu tive que morrer” parecer uma biografia. Ao relatar a vida – ou será a morte lenta? – das mulheres que criou, Lorena Portela revela pelejas, fantasmas, violências, traumas e a misoginia estrutural de uma sociedade que tem espelho no cotidiano que está fora das páginas. 

Ambientado na vila de Jericoacoara, no Ceará, “Primeiro eu tive que morrer” é um drama de costumes para enxergar a vida no feminino. Neste lugar cheio de força e misticismo, ela se aproxima de seis mulheres, se apaixona por uma delas e revive seus fantasmas, demônios, medos e lida com as dificuldades de estar profundamente doente. O enredo guarda, ainda, algumas perguntas que caberá ao público responder no final da leitura. 

Lorena Portela escreveu este livro em Londres, onde vive, nos primeiros meses do isolamento social imposto pela Covid-19. Ao decidir lançá-lo de forma independente, reuniu apenas mulheres: a capa é da artista visual Carolina Burgo, que pintou o projeto gráfico à mão, em acrílica. A edição e revisão é da jornalista Raquel Lima. A diagramação e editoração eletrônica é da designer Camilla Leite, a revisão técnica é da jornalista Juliana Espanhol, o prefácio é da escritora Cris Lisbôa e dez outras mulheres assinam as ilustrações que estão na tiragem especial da primeira edição: Karina Buhr, Dani Acioli, Azuhli, Flávia Rodrigues, Bia Penha, Jaqueline Arashida, Monica Maria, Íldima Lima, Maria Eduarda Luz e Lis Areia. A exceção é o fotógrafo Igor Barbosa, que assina o book trailer. Todas as demais peças de divulgação da obra foram pensadas pela autora, que aposta na venda pelo próprio Instagram @portelori.  

“Como qualquer autor de ficção, eu quero que as pessoas se emocionem com meu livro e que ele contribua para manter vivo o gosto pela leitura, num momento tão delicado para o mercado editorial no Brasil”, explica Lorena Portela. “E, se no meio desse processo, os leitores ampliarem a discussão sobre alguns pontos que abordo, como abandono, excesso de trabalho, saúde mental e abusos, melhor ainda”, finaliza.  

“Primeiro Eu Tive Que Morrer” foi apresentado em Lisboa, capital de Portugal, em três noites de autógrafos esgotadas. A primeira delas na Fábrica Braço de Prata, em Marvila, em 26 de Setembro. As duas outras no Valsa, em  Penha de França, em 30 de Setembro e 1º de Outubro. Em Fortaleza, Ceará, berço da autora, o livro que está sendo vendido on-line ganhou três pontos de vendas:  Ahazando, Chamego e Nupê Café.

Serviço:
Título: Primeiro Eu Tive Que Morrer
Edição Independente
140 páginas 
Preço: A consultar
Vendas: On-line:  Instagram @portelori. Pontos de Venda: Lisboa: Valsa; Fortaleza: Ahazando, Chamego e Nupê Café
E-mail: 
primeiroeutivequemorrer@gmail.com

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