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Eu Já Estive Em “Zen para distraídos”, de Monja Coen e Nilo Cruz

Hoje vamos falar sobre Zen para distraídos – Princípios para viver o presente com harmonia, de autoria da Monja Coen e Nilo Cruz. Eu não tinha a menor noção sobre o que realmente vinha a ser o zen, muito menos zazen. Para mim era só um adjetivo: a pessoa zen é uma pessoa calma, que consegue ser daquelas que respira fundo e mantem o discernimento num momento de tensão, de estresse, ou melhor, naquele instante em que você fica puto da vida.

E ai, lendo o livro aprendi muitas coisas. Zazen (e aí para os mais curiosos é só dar um Google) é a base da prática zen budista. É justamente daí que vem a ideia de sentar com as pernas cruzadas na posição de lótus – quase como índio para quem é da minha geração e ouviu isso na escola algumas vezes- com a coluna ereta para que assim possa sentir todos os benefícios da respiração na mente e no corpo (explicando de uma forma bem simples, claro). Segundo o livro: zen é uma palavra originada do sânscrito, língua muito antiga da Índia, que quer dizer meditar. No zen budismo nem se usa mais a palavra meditar e sim praticar zazen (sentar-se em zen).

Zen para distraídos foi escrito numa linguagem para iniciantes. Ele é baseado no programe de Rádio da Monja Coen com Otávio Leal, na Rádio Mundial e é possível ouvir online no link https://vibemundialfm.com.br/programacao/. A principio pode parecer apenas vários capítulos de perguntas e respostas, mas ele é mais do que isso porque é muito bem editado e as perguntas com suas respostas surgem num contexto do livro, que segue uma certa cronologia, apresentando o zazen e explicando como ele pode ajudar a enxergar o dia a dia de forma diferente, até na morte.

Monja Coen coloca na linguagem do dia a dia a prática do zazen então é muito leve entender e passar a assimilar o que você está lendo para a sua vida, mesmo porque, como ela diz, “ficar reclamando e resmungando amargura a boca e o coração”. Nós, seres humanos, somos sensíveis ao que os outros pensam de nós. Nós acabamos sentindo isso e não precisa nem de palavras.

Achei bem interessante o capítulo sobre como eles veem a morte, inclusive. O budismo considera um período de 49 dias para que haja a libertação completa de quem se foi. O luto acontece exatamente nesse período de 49 dias para que possamos nos refazer da perda sofrida. E, sim, tudo bem sofrer para assimilar o que aconteceu ao nosso redor, mas, depois desse tempo para você, sim, a vida tem que continuar.

E, sendo novamente a chata que luta para que as pessoas entendam a importância da prática de uma atividade física, seja ela qual for, vou colocar com as palavras da Monja Coen o que ela fala sobre: “quando fazemos atividade física, produzimos endorfina, serotonina e várias outras substâncias que facilitam as sinapses neurais, que, por sua vez, melhoram a sabedoria, a inteligência, e propiciam um estado de tranquilidade e de alegria, que evita a depressão, síndrome do pânico e outros distúrbios”. Ou seja, atividade física é atividade psicológica, mental e também espiritual.

São muitas as anotações que fiz para esse livro e vamos destacar algumas:

  • O budismo encerra três ensinamentos fundamentais: todas as coisas são impertinentes; nada tem uma natureza própria, intrínseca, fixa e permanente; e tudo pode viver em paz e quietude de nirvana.
  • O antídoto da ganância é a doação, a entrega; o da raiva é a compaixão; o da ignorância, a sabedoria.
  • Não diga que não tem jeito, porque sempre tem.
  • É no meio da confusão que é preciso encontrar o próprio estado de tranquilidade.
  • As vezes uma pessoa fica embriagada da sua própria maneira de ser. Um embriagamento da mente, em que a pessoa pensa que sabe tudo e que as coisas têm que ser do jeito dela.
  • Seja você a maciez que gostaria de ter do parceiro e do mundo.
  • Não se agarre a determinado comportamento com a desculpa do “eu sou assim mesmo”. Só os tolos usam esse recurso.
  • Faz-se o bem pelo bem, não por medalha, mérito ou dinheiro.
  • Sensei quer dizer professor e Mestre, no sentido espiritual da palavra, significa domínio de si mesmo.
  • A vida  é a soma de todas as experiências vividas que nos trazem para esse agora. Portanto, não reclamo do passado, pois ele me trouxe até esse momento, que é o ponto de partida para o momento seguinte.
  • Vontade é um conceito permanente no zen, porque, se a disciplina é libertadora, antes de tudo, é disciplina e., por isso, exige.
  • Não é a esperteza que queremos, mas o despertar para uma mente iluminada.
  • Buda respondia que o grande milagre é libertar a mente das amarras criadas por ela mesma.
  • Evite toda a maldade. Faça o bem. Purifique o seu coração. Esse é o ensinamento dos Budas.

O livro é composto por 43 capítulos, tem 224 páginas e foi publicado pela editora Academia em fevereiro de 2018.

Está à venda nas principais livrarias, online neste momento, e faz parte do catálogo Kindle Unlimited para quem preferir ler no formato digital.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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