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Autobiografia de fundador da Gol detalha sucessos e fracassos em narrativa franca e intimista

Avesso aos holofotes, Henrique Constantino torna pública, pela primeira vez, sua versão sobre  grandes marcos de sua história, como ter sido vítima de um falsário em rede nacional e sua colaboração com a Justiça. 

Inevitavelmente, “Desejo de Gol” vem recheado de histórias da Gol, empresa de aviação que, liderada por ele e seus irmãos, revolucionou e democratizou as viagens aéreas no Brasil, e hoje é líder no mercado doméstico.

Provavelmente o mais discreto dos sete filhos de Constantino de Oliveira, Henrique Constantino era um nome que pouco aparecia na mídia, até que dois episódios alçaram seu nome às manchetes: um falsário se passou por ele e apareceu dando entrevista na televisão e depois, no período em que foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal. Agora, em janeiro de 2021, pela primeira vez ele dá sua própria versão dos fatos no livro Desejo de Gol, publicado pela Editora Citadel.

A autobiografia de Henrique Constantino vem à público em data próxima à celebração de 20 anos da Gol (15 de janeiro de 2021), empresa que fundou junto com três de seus irmãos, e revolucionou e democratizou as viagens aéreas no Brasil. Em Desejo de Gol, o autor detalha o sonho e o processo de construção da empresa aérea e seus desafios pessoais ao administrar a novidade simultaneamente à uma corporação de transporte rodoviário responsável por 1,5 milhão de vidas diariamente e, ainda, desenvolver o maior programa de fidelidade do Brasil, com mais de 13 milhões de clientes, o Smiles. 

“…compartilho com os leitores a minha vida pessoal naquilo que ela pôde expressar de mais sublime e doloroso. Fiz muitas coisas boas, participei de um empreendimento histórico, levei uma vida discreta no campo privado, mas fui conduzido a histórias diversas. Histórias rocambolescas (como aquela em que um falsário enganou meio mundo em Recife ao se passar por mim, “um dos donos da GOL”), histórias trágicas (como o acidente do voo 1907), histórias sobre amores e desamores societários (típicas no mundo empresarial em qualquer país) e uma história policial na qual fui o protagonista, num papel infelizmente nada edificante”.

Desejo de Gol é como ouvir os pensamentos de Henrique Constantino. Em primeira pessoa, ele dá detalhes dos acontecimentos e até mesmo de sua intimidade. 

“Episódios assim deixam marcas severas no coração e na mente de alguém que não nasceu para ser criminoso. Depois daquela data, até hoje, todos os dias em que estou em São Paulo acordo às seis horas da manhã – o mesmo horário em que fui acordado com gritos e truculência atrás da porta. Invariavelmente eu desperto, olho o relógio do meu celular e escuto as batidas na porta do apartamento. Passados vários anos, continuo com a lembrança daquele dia traumatizante. Daqueles momentos de tensão e pavor. Daquela sensação de impotência”. 

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