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Depois de conquistar o APCA 2019, Carlos Cardoso relança “Sol descalço”, pela Editora Record


Os poemas de Sol descalço (Editora Record – 76 págs. – R$ 34,90), que inclui textos do início da produção literária do autor, evidenciam a sua força poética, trabalhando o contraste entre a depuração rítmica e o verso discursivo, o poeta alinha referências religiosas e sacrílegas para criar uma poesia de despojamento, de transparência, e descalça. O livro Sol descalço foi editado pela primeira vez em 2004 pela 7Letras, sendo o primeiro livro de poesia de Carlos Cardoso.
 
Para Ítalo Moriconi, que fez o texto de apresentação: Sol descalço nos permite descortinar as fontes mais originárias da sensibilidade poética de Carlos. Em seguida, temos a eloquente sequência que constitui o miolo do livro. Seu coração, seu núcleo. Ela vai de ‘Eu serei noite e serei dia’ (p. 37) até ‘Eu sigo a esmo’ (p. 59). Os poemas nessa sequência, eles próprios seriais, integram o que há de melhor no cenário da poesia contemporânea brasileira”, finaliza Moriconi.
 
Segundo Moriconi o miolo do livro, onde se encontram os poemas seriais, Cardoso atinge a melhor sequência com os poemas: ‘Tudo é pequeno demais para caber nas asas dos anjos’; ‘Um corvo no caldeirão da morte’; ‘Os caminhos dos cavalos’; ‘Sagrada fosse a fome’ e ‘Eu sigo a esmo’”.
Nas palavras de Marco Lucchesi, que assina o texto de orelha: “Sol descalço reúne uma diversidade concentrada de tendências que confirma, uma vez mais, o percurso atento e sensível de um sol intenso e delicado.”
 
Carlos Cardoso é engenheiro, natural do Rio de Janeiro e atualmente é considerado o representante de uma nova poética no país. Sua produção literária é marcada por uma escrita singular.
 
É também autor do livro Melancolia” (Record, 2019), vencedor do Prêmio APCA de Melhor Livro de Poesia de 2019. “Se Melancolia evidenciava maturidade técnica e temática, composta por um corpo orgânico de poemas em torno do tema-título e das metáforas que o representavam (a principal sendo a figura da pedra), o presente volume [Sol Descalço] é mais como um palimpsesto, em que podem ser discernidas camadas diferentes da evolução do poeta”, acrescenta Ítalo Moriconi.

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