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Eu Já Estive Em “A História Esquecida da Hospedaria na Estrada”, de C. A. Saltoris

Que seus sonhos não morram! É com essa dedicatória que recebemos por aqui para leitura “A História Esquecida da Hospedaria na Estrada”, de C.A. Saltoris, publicado pelo Grupo Editorial Coerência. A história é narrada um um personagem um tanto inusitado para o contexto: Chronos, também conhecido como o deus do Tempo, que na história assume o corpo humano de Christofer. Aliás, os nomes dos personagens são muito interessantes. Outro exemplo é a Arabiella Olhos Insanos, que passa brevemente pela a história, mas marca presença com seu nome. Apelidada de Ella, sobre os Olhos Insanos, era só olhar para ela. Entre os personagens de mais destaque na trama estão Mathew, o humano que se encantará por Linumê, teoricamente a dona da hospedaria, e Christofer, que também já se encantou por Linumê e está apenas contando a história para nós.

Aliás, o fato de Chronos contar a história chamou bastante a atenção porque você verá os problemas, os sentimentos humanos, aos olhos de alguém que não é humano. É um deus, que está usando o corpo de um humano para poder estar perto de alguém por quem se encantou: Linumê.

Ela, por outro lado, está em busca dos sonhos mortos para saciar o Grande Mestre. Por que falamos aqui dos sonhos mortos? Porque o Grande Mestre no Mundo das Sombras precisava dos sonhos daqueles que desistiram de torná-los realidades. Ele se alimentava da beleza não realizada na mente dos vivos e os transformava em escravos. É aí que a ligação com Mathew e misteriosa Linumê acontece. Mathew tinha um sonho morto, queria ter encontrado um grande amor. E, como a autora escreve durante a história: acredito que os seres humanos não são capazes, seja biológica, seja intelectualmente, de valorizar aquilo que realmente tem valor antes que o percam.

Mathew tinha alguém, mas alguém que via só como uma companhia e não como um grande amor. E, esse é um sentimento bem complexo porque as vezes temos alguém com quem avaliamos não sermos completamente felizes. Mas somos nós que não sabemos valorizar quem está ao nosso lado, ou realmente precisamos dar espaço aos nossos sonhos e ir buscar o desconhecido? É mais ou menos isso que Mathew vai buscar na hospedaria quando se encanta pela fada nem um pouco boa, até então.

A história não tem certo ou errado, nem mocinhos e vilões. É justamente sobre saber quais são seus sonhos e mantê-los vivo dia a dia, ou transformá-los em sonhos mortos e pagar por isso. Vamos a algumas frases do livro:

⁃ Preferia me deixar enganar. Mas não é sempre assim? Alguns veem a verdade, e outros só aquilo que querem ver.

⁃ A vida não é feita de o que teria sido se…

⁃ E enquanto o sangue da garganta cortada escorria, morno e viscoso, pelo peito, ela imaginava se alguém jogaria lírios brancos em sua cova…

⁃ Os livros a acalmavam, eram seu único refúgio, sua companhia favorita.

⁃ Por que pode um amor que dura anos para crescer ser real e um que nasce no instante do primeiro olhar trocado, não?

⁃ A beleza do ser humano é a capacidade de sempre poder se surpreender consigo mesmo.

⁃ A gente sempre está sozinho ao suportar a dor de carregar as consequências das nossas próprias decisões.

Sinopse: Mathew sempre sonhou com um grande amor, mas a vida o levou a dividir uma rotina sem muitas aventuras com uma mulher com quem ele… se entende. Em uma noite fria de outono, porém, tudo muda: no caminho do hospital em que seu irmão está internado, ele sente fortes dores de cabeça e decide parar para descansar. É quando avista, no alto de uma colina, uma hospedaria. Como que hipnotizado, dirige até o local, onde é recebido por uma jovem vestida de branco com uma vela na mão. Imediatamente, é tomado por um fascínio em relação a misteriosa mulher, e mesmo que seus instintos digam que ele deva fugir dali o quanto antes, Mathew precisa conhecê-la melhor. Apesar de suas memórias estarem tentando o enganar, ele sabe que há algo de muito errado na hospedaria, mas ali permanece, afinal, aquela hospedaria o faz se lembrar de seu sonho morto.

C. A. Saltoris nasceu no Rio de Janeiro, mas mora na Alemanha desde os 19 anos. Além de escritora e jornalista, diretora teatral, empresária, já atuou como atriz e de diverte como cosplay de personagens de fantasia. Dedica-se ao oficio da escrita desde a adolescência, e é conhecida por histórias que evidenciam a beleza das trevas. Autora de Banshee, os guardiões, primeiro volume da trilogia Salvação, que rapidamente se popularizou no Brasil, agora presenteia os leitores com A História Esquecida da Hospedaria na Estrada, romance que deu origem a sua palestra sobre sonhos mortos, baseada no sistema que criou para oradores.

“A História Esquecida da Hospedaria na Estrada”, foi escrito por C.A. Saltoris e publicado pelo Grupo Editorial Coerência. Com 265 páginas, está disponível no formato impresso e digital.

Janaína Leme

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