Pular para o conteúdo

Eu Já Estive Em “Castrochavismo? – Crime organizado nas Américas”, de Carlos Sánchez Berzain

“Sem dúvida alguma, recomendo a leitura desse livro a todos os apaixonados por política ou pela história recente da América Latina”. Essa é a recomendação de Manuel Aguilera, jornalista do Havana Post, que assina o prólogo de Castrochavismo? – Crime organizado nas Américas, escrito por Carlos Sánchez Berzain e publicado pela Editora Hábito.

O livro é dividido em Prólogo e Introdução à edição brasileira, artigos que compõem Ditaduras de Delinquência Organizada, depois Cuba, Venezuela, Bolívia, Democracia, Forças Armadas e Apêndice.

O autor explica que conceituou castrochavismo como “o sistema de crime organizado transnacional que usurpa o poder político, uma organização criminosa ditatorial, a qual detém o poder com terrorismo de Estado, cometendo institucionalmente todos os tipos de crimes, inclusive contra a humanidade, e transformando os países que controla narco-estados, bases de apoio e fontes de terrorismo e conspirações internacionais.

Berzain ressalta que o “castrochavismo é uma marca registrada de ditadura criminal, um neologismo que reflete os sobrenomes dos ditadores Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chavez, da Venezuela, porque foi criado a partir da associação dos dois”. Também explica que o embate entre as propostas e regimes ditatoriais, e as propagandas e governos democráticos não é uma questão de esquerda e direita como se apresenta insistentemente.

Como o livro é composto por artigos publicados pelo jornalista, o leitor vai perceber que há vários trechos que aparecem repetidas vezes, o que nos ajuda a frisar a opinião do autor sobre determinados assuntos. Outro ponto interessante é que, como ele está escrevendo artigos, traz muitas explicações sobre os termos que está usando. Deixo abaixo alguns exemplos:

“Já afirmei e reitero que, nas ditaduras da América Latina, o uso do termo oposição-política é inadequado, ou pelo menos impreciso, porque quando não existe democracia não há oposição, e sim resistência e luta pela recuperação da democracia.”

“O neologismo narcoestado descreve países cujas instituições políticas estão influenciadas, de maneira importante, pelo narcotráfico, e cujos dirigentes são ao mesmo tempo funcionários governamentais e membros das redes de produção ou tráfico de drogas narcóticas ilegais, amparando-se em suas potestades legais para a atividade criminal.”

“Preso político é a pessoa física que seja mantida na prisão ou detida de outro modo porque suas ideias representam um desafio ou uma ameaça ao sistema político estabelecido.”

Contextualizando com o Brasil, assuntos como o programa Mais Médicos, Lava-jato e o Caso Odebrecht são mencionados entre os artigos. Vamos a mais alguns trechos do livro, sinopse e mais informações sobre o autor:

“Enquanto Cuba for uma grande ditadura, os povos, os governos e os países das Américas estarão em perigo”.

“O Castrismo não poupou praticamente nenhum país de se ensanguentar com as guerrilhas.”

“Quando aqueles que cometem delitos, enganos e violações dos direitos humanos, e subjugam um povo para cometer mais crimes no âmbito internacional, não recebem castigo, estamos diante da impunidade.”

“Não há eleições na ditadura e os bolivianos devem se unir para recuperar a pátria que hoje é prisioneira.”

“Quem aceita anistia por delitos que nunca cometeu está legalizando as infames acusações que o regime lhe fez.”

“Quando os detentores do poder político acabam com a liberdade de imprensa, fecham o círculo de opressão e não resta nenhum dos elementos essenciais da democracia vigente.”

Sinopse: em Castrochavismo, você encontrará artigos e ensaios nos quais o autor disseca e denuncia os abusos dos ditadores modernos: a evolução do exercício da tirania que trocou uniformes militares pelas roupas esportivas; o pronunciamento violento e armado do populismo e o engano dos eleitores; tornar-se capaz de tudo para se perpetuar no poder, incluindo a prática de crimes típicos da máfia siciliana. O assassinato da separação de poderes, a decapitação de Montesquieu, está acontecendo agora – seja por intermédio de Lula, Maduro, Morales, Ortega ou Correa. Sempre sob a direção de alguém de sobrenome Castro, seja Fidel, seja Raúl, deixo público o desejo de que um dia Sánchez Berzaín possa retornar à sua Bolívia natal para ocupar o lugar que um lutador pela democracia merece. Até que esse dia chegue, desfrutemos de seus escritos e reflexões.

Sobre o autor: Carlos Sánchez Berzaín é advogado especialista em direito constitucional e mestre em ciência política e sociologia. Foi ministro de Estado da República da Bolívia cinco vezes, Ministro da Presidência da República duas vezes (1993-94 e 2002-03), Ministro do Governo duas vezes (1994-96 e 1997) e Ministro da Defesa Nacional (2003), nos governos constitucionais do Presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. É cientista político e defensor histórico das liberdades fundamentais e do controle constitucional na Bolívia. É autor de várias obras, comentários e artigos sobre questões de constitucionalidade, liberdade, democracia e institucionalidade nas Américas.

“Castrochavismo? – Crime organizado nas Américas”, de Carlos Sánchez Berzain, publicado pela Editora Hábito, tem 224 páginas e está a venda nas livrarias de todo o Brasil, plataformas de e-commerce e no site da própria editora.

Janaína Leme

@eujaestiveem

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.