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Eu Já Estive Em “Comunicação Não Violenta”, de Marshall B. Rosenberg, publicado pelo Grupo Summus

Primeiro mais vendido na categoria “Teatro, Arte, Cinema e Fotografia”, na Amazon, com mais 4 mil avaliações, hoje o nosso assunto é “Comunicação Não Violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, escrito por Marshall B. Rosenberg e publicado pelo Grupo Summus. Publicação essa que traz um capítulo inédito sobre mediação de conflitos e Comunicação Não Violenta.

Essa é a segunda vez que leio esse livro e, com certeza, toda vez que você ler vai tirar uma lição. Isso porque vai depender muito do seu momento na leitura. Com certeza o conflito que estava batucando na minha cabeça na minha primeira leitura não era o mesmo nessa segunda leitura e foi como se eu estivesse lendo outro livro. O que me trazia de volta para o mesmo livro eram os exemplos que o autor apresenta, porque aí eu me recordava e vinha: ah eu lembro dessa história na escola que ele contou, ou algo assim.

O livro é composto por Prefácio, quatorze capítulos e mais alguns anexos. Entre os capítulos que mais estou colocando em prática nesse momento estão “Observar sem avaliar” e “A Ligação Compassiva com Nós Mesmos”. Vale destacar também que os capítulos sempre trazer um resumo e exercícios ao final.

Marshall explica que a Comunicação Não Violenta, e chamaremos de CNV para simplificar, é mais que um processo de comunicação ou linguagem da compaixão, é um lembrete permanente para concentrar a atenção onde teremos maior probabilidade de achar o que procuramos. E, trazendo para a teoria, é composta por quatro elementos: observação, sentimentos, necessidades e pedidos. Falo teoria porque vai ser só quando você tirar isso da teoria e conseguir colocar na prática que vai se sentir abraçada pela escrita, caso contrário vai ficar na teoria.

Para quem gosta de quotes – as frases de impacto – o livro é repleto delas, inclusive em negrito, o que faz com o que você abra aleatoriamente, inclusive, e as leia como bem entender para se lembrar de como comunicar de forma não violenta. Como mencionei que um dos capítulos que mais gosto é o “Observar sem avaliar”, trago um exemplo dele que está no livro, onde a linguagem desestimula a generalização: Zequinha não marcou nenhum gol em 20 partidas é uma análise mais estruturada do que apenas Zequinha é péssimo jogador de futebol. Outro exemplo que devemos evitar: Maria trabalha demais é muito vago, agora Maria trabalha mais de 60 horas por semana, você está dando um contexto e explicando o porquê da análise dela trabalhar demais. Quando existe um contexto, um porquê, faz sentido o comentário, pelo menos foi assim que eu desenhei na minha cabeça 😊

Outro ponto que gosto do livro é a necessidade de ampliar o seu vocabulário de sentimentos para ajudar você a se comunicar. Pense que comunicar-se é o ato de fazer a outra pessoa entender o que você está falando. E você dizer “estou triste” é bem mais limitado na interpretação do que se você usar o vocabulário e mandar: estou triste porque estou me sentindo podado por não poder falar tudo o que sinto para você quando sinto necessidade. E são muitas as palavras que o autor apresenta aos leitores para deixar o vocabulário bem recheado.

Eu sempre penso muito no meu trabalho durante essa leitura, mas as situações apresentadas no livro são as mais diversas: escolas, família, pai e filho, casais, e sim, trabalho. A empatia vai aparecer muitas vezes em muitos exemplos, enfim, uma ótima leitura para quem se encanta com a comunicação e com o poder que existe no ato de comunicar-se.

“Rever nossa vulnerabilidade pode ajudar a resolver conflitos”.

“Julgar os outros é uma expressão de nossas necessidades insatisfeitas”.

“Use uma linguagem positiva ao fazer pedidos”.

“Pedidos feitos sem explicitar sentimentos e necessidades podem soar como exigências”.

“Para saber se a mensagem enviada foi recebida com precisão, podemos pedir que o ouvinte a repita.”

“Quando se cria um vínculo, o problema geralmente se resolve”.

“Concentre-se no que deseja, não no que deu errado”.

Sinopse: Em um mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, buscamos ansiosamente soluções para melhorar nossa relação com os outros. Nesse sentido, a boa comunicação é uma das armas mais eficazes. Grande parte dos problemas entre casais, pais e filhos, empregados e empregadores, vizinhos, políticos e governantes pode ser amenizada e frequentemente evitada apenas com… palavras. Porém, saber ouvir o que de fato está sendo dito pelo outro e expressar o que de fato queremos dizer, embora pareça tarefa simples, é das mais difíceis. Nesta obra, best-seller no Brasil e no mundo, Marshall Rosenberg explica de maneira revolucionária os valores e princípios da comunicação não violenta, que se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. Usando sua experiência como psicólogo clínico e criador do método da CNV, ele ensina o leitor a: • entregar-se de coração aos relacionamentos e se libertar dos condicionamentos e dos efeitos de experiências passadas; • identificar e expressar sentimentos; • expressar a raiva de forma não violenta; • transformar padrões negativos de pensamento; • resolver seus conflitos com os outros de forma pacífica; • criar relacionamentos interpessoais baseados em respeito mútuo, compaixão e cooperação. Nesta nova edição, que conta com um capítulo inédito sobre mediação e solução de conflitos e prefácio de Deepak Chopra, Marshall Rosenberg consolida seu trabalho, reconhecido mundialmente, e compartilha com os leitores ensinamentos testados e comprovados na prática.

Sobre o autor: Tendo crescido em um bairro turbulento de Detroit (EUA), Marshall Rosenberg (1934-2015) se interessou por novas formas de comunicação para criar alternativas pacíficas de diálogo que amenizassem o clima de violência com o qual convivera. Formado em Psicologia pela Universidade de Wisconsin, ele obteve o doutorado em Psicologia Clínica. A comunicação não violenta é resultado de sua formação acadêmica e de suas vivências pessoais como militante pelos direitos civis, voluntário em abrigos e terapeuta familiar. Em 1984, fundou, na Califórnia, o Center for Nonviolent Communication (CNVC), que se transformou em uma organização internacional sem fins lucrativos com dezenas de pessoas habilitadas a dar treinamentos em mais de 60 países. Esse trabalho é realizado com educadores, profissionais da área de saúde, mediadores, empresários, prisioneiros e guardas, policiais, militares, membros do clero e funcionários públicos. Rosenberg introduziu programas de paz em países assolados pela guerra, como Afeganistão, Bósnia, Nigéria, Palestina e Ruanda. Faleceu pacificamente em sua casa, cercado da esposa e dos três filhos.

“Comunicação Não Violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, escrito por Marshall B. Rosenberg, é uma publicação do Grupo Summus. Tem 280 páginas e está disponível no formato impresso e digital nas plataformas de e-commerce, e, para quem prefere o livro físico, nas livrarias de todo o Brasil.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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