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Aniversário de São Paulo: encontro traz perspectiva indígena sobre topônimos da capital paulista

No aniversário da capital paulista (25/01), o Museu das Culturas Indígenas (MCI) contará histórias e significados das nomenclaturas indígenas de bairros e ruas da cidade de São Paulo. Marcado para às 10h, o encontro será comandado pelos mestres dos saberes e indígenas Guarani Mbya, Natalício Karaí de Souza e Cláudio Verá. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. 

Um dos cartões postais da cidade de São Paulo e um dos parques mais visitados na América Latina, o Parque Ibirapuera, antes da colonização europeia, integrava uma grande aldeia indígena. O nome vem do Tupi-Guarani antigo, ybyrapûera,que significa “pau podre” ou “árvore apodrecida”.  

Já o Anhangabaú, no Centro da capital, carrega uma história curiosa em seu nome. Pesquisas mostram que a região, que conta com o percurso do rio de mesmo nome canalizado embaixo do Vale, foi batizada pelos povos originários por conta de algum infortúnio causado pelos colonizadores nas imediações.   

Próxima ao MCI, a Rua Turiassu é um dos destaques da influência dos indígenas na formação do bairro Água Branca. A palavra do Tupi-Guarani antigo tory-assu significa “facho grande” ou “farol”, “tocha”, “fogueira”. Os povos Xerente, Tucuna e Cotoxó, de diferentes países da América Latina, também foram homenageados e suas etnias nomearam ruas da região.  

A cidade de São Paulo surgiu a partir de uma missão dos jesuítas portugueses em 1554, com a formação do Colégio de São Paulo de Piratininga, atual Pateo do Collegio. A fundação da capital foi um processo de ocupação e exploração de terras já habitadas por povos indígenas como os Tamoio, Tupinambá, Guarani, Tupiniquim, Carijó, Goiana, Guaianás, Puri, Tupi, Kaiapó, Kaingang, Opaié-Xavante, Otí-Xavante e outros. 

PARTICIPANTES 

Natalício Karaí de Souza é Guarani Mbya, nasceu no Paraná, na Aldeia Pinhal. Com 16 anos, passou a morar na Aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros, São Paulo, e há mais de 20 anos vive na Terra Indígena Jaraguá. É mestre dos saberes no MCI e artesão. Em sua aldeia é considerado xeramoi, um ancião e líder religioso. Gosta de falar sobre sua cultura, da espiritualidade e das tradições do seu povo, transmitindo para os mais novos aquilo que aprendeu com os mais velhos. 

Cláudio Verá é Guarani Mbya. Trabalhou por 10 anos como professor na rede pública, lecionando Língua Materna e Cultura Étnica nas Terras Indígenas Tenondé e Krukutu. Toca violão-guarani e ravé e joga futebol. Já viveu em diversos territórios indígenas pelo Brasil e passou por outros tantos pelo mundo. Traz conhecimentos sobre cosmovisão Guarani, comidas, crenças, pássaros e flora. Atualmente, é mestre dos saberes do MCI. 

SERVIÇO 

Aniversário de São Paulo | topônimos de origens indígenas presentes na cidade 

Data e horário: 25/01 (quinta-feira), às 10h 

Sobre o MCI 

Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.      

Museu das Culturas Indígenas 

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP         

Telefone: (11) 3873-1541        

E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br             

Site:www.museudasculturasindigenas.org.br              

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