Eu Já Estive Em “Por um vaso de Hortênsias”, de Margareth Tassinari

Se você está buscando uma leitura calma, fluída, que traz para a sua mente o melhor lugar para se viver, te indico “Por um vaso de hortênsias”, livro de estreia de Margareth Tassinari no mercado editorial.
Estamos falando de um conjunto de oito casas, numa vila, onde cada morador, cada personagem tem suas peculiaridades. São muitos personagens e sendo assim, muita história para contar, num livro atemporal, contando a história de pessoas com suas qualidades e suas imperfeições, já que somos humanos e não somos perfeitos, mas sempre fazendo com que aprendamos com os percalços da vida. São muitos personagens, já que estamos falando dos moradores, familiares e amigos de oito casas de uma vila. Então pode ler porque você vai se identificar com algum deles.
Eu, por exemplo, me identifiquei muito com as irmãs Olga e Oksana. Elas ostentavam orgulhosas o título de representantes da quarta geração de mulheres da família que nunca se colocou à frente de um fogão para cozinhar. No almoço elas pediam marmita ou, quando tinham mais tempo, iam até o restaurante comunitário perto da casa delas. E enquanto algumas pessoas parecem recarregar as energias nas atividades domésticas, Olga evitava o quanto podia, praticamente uma Janaína, olha só.
Aqui eu trago algumas características de duas das mais de 20 personagens que surgem durante toda a leitura. Alícia, Eder, Gerusa, Helenice, Oto, Lia, Irina, Simas, Sheila, Plinio, Dario, Madalena, Luna Matias, são alguns dos personagens que são mencionados na história, que não tem capítulos, mas que eu li com o sentimento de que cada família fosse um conto. Além das casas, a feira, a escola, a biblioteca, o café Doce Deleite encantam também.
Esse é o primeiro livro de Margareth Tassinari, que atua como fonoaudiologia, trabalha muito rima com as crianças por conta da alfabetização, buscando diagnosticar transtornos de aprendizado. Segundo a autora, que conhecemos virtualmente na leitura coletiva organizada pela LC Agência, o livro é uma homenagem à mãe de Margareth que amava hortênsias, e tem a visão de favorecer as mulheres. A autora não se inspirou em nenhuma obra e sim no comportamento humano, pensando nos indicadores de felicidade necessários para retratar um lugar feliz para se viver.
Sinopse: Como quem fosse costurando um belo vestido de baile, foi registrando a trajetória desta criação primeira. O formato que o tecido iria tomar, o tamanho das mangas e os adereços… os adereços sempre preciosos, marcantes num estilo literário que encanta. Como excelente “costureira das palavras”, é na hora dos detalhes/enfeites do vestido de baile que sugeri ali acima, que Margareth vai colocando, próximas umas às outras, suas pérolas, lantejoulas, paetês, para enfeitarem o vestido para o grande baile, agora transformado em livro. Situações literárias que podem ter acontecido ontem ou poderão acontecer amanhã, numa cidade qualquer, em qualquer canto, pois seus personagens não têm cor, peso ou altura determinados. Só o cachorro e o gato são mais gordinhos e têm cores definidas. Agradeço imensamente a ela pelo convite para os ajustes finais do seu livro de estreia e lhe recomendo, caro(a) leitor(a), que leia este livro com o carinho que ele merece. Que seja o primeiro de muitos que poderão ainda vir.
Sobre a autora: Margareth Tassinari nasceu em Campinas, onde mora. Sempre teve interesse por histórias, inicialmente as orais, contadas, principalmente por seu avô paterno. A partir da entrada na escola, a casa foi se enchendo de livros. Os vendedores de enciclopédia adoravam a mãe de Margareth. Escrever e ler sempre foram atividades prazerosas. Até o momento escreveu textos acadêmicos e relatórios, plantou árvore e teve um filho. Faltava o livro e aqui o temos.
“Quando perguntavam a eles como conseguiam viver tão bem, depois de tanto tempo juntos, Éder explicava que o tempo deles não era contado em anos ou meses, mas em dias. A cada amanhecer começava uma jornada.”
“Ela tinha cisma que as luzes da noite podiam ser enganadoras. Conhecendo uma pessoa após o pôr do sol, queria vê-la novamente durante o dia, a fim de confirmar suas impressões.”
“Mal comparando, casar-se com alguém com alguma quilometragem na vida a dois é como comprar um produto já avaliado, com uma resenha favorável recomendando o uso.”
“Por um vaso de hortênsias”, de Margareth Tassinari, publicado pela editora Insular, tem 128 páginas e está à venda nas plataformas de e-commerce!