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Eu Já Estive Em “Verde, amarelo e outras cores”, de Antônio Carlos Brandão, publicado pela editora Labrador

“Morrer é fácil, viver que é difícil”, esse foi o meu maior aprendizado, a frase que mais guardei em “Verde, amarelo e outras cores”. Esse é o segundo livro escrito por Antônio Carlos Brandão, que antes publicou “Murmúrio das plantas”, esse de 2015.

Esse é um romance histórico, ambientado no Brasil pré-republicano, com narrativa conduzida por frei Barbudo, que relata a trajetória de um grupo de desbravadores liderados por José Antônio Adrien Charles Broussard, conhecido como “Coronel”. Neto de revolucionários franceses, o Coronel aspira a criar uma sociedade pluralista baseada nos ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, em contraste com o Brasil oficial dominado pelas elites.

A história se desenrola na comunidade de Nova Ilusão, onde nasce Feliciano Firmino, um jovem brilhante que, junto a frei Barbudo, busca manter viva a visão do Coronel. A chegada de um circo rompe o isolamento do povoado, e Bambolino, um palhaço atemporal, torna-se guia nas questões filosóficas e sociais de Feliciano e frei Barbudo. Sua presença dissemina o conceito do “Brasil real” pelo país, provocando reações da elite dominante.

Meu personagem preferido na trama foi Bambolino. Segundo o autor, ele foi criado atemporal para que pudesse explicar situações em diversos contextos da história. Foi inspirado em um palhaço que Antonio Carlos assistiu no parque Beto Carreiro.

A obra combina elementos de ficção histórica, filosofia, política e até um toque de realismo mágico, oferecendo uma leitura que estimula reflexões sobre a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Como a trama traz um pouco de religião também deixo mais um aspas do autor sobre a obra: “a religião é importante. O que acontece é o caminho que se dá a ela.” E numa semana em que Habemus Papa, essa frase do livro é ótima: “entendo que rezar em latim é muito bom, porque se ninguém entende nada, não há discussão.”

E mais uma para refletir: “é um terror saber meias-verdades, já a ignorância, por outro lado, é muitas vezes uma benção, pois não causa dor…”

Sinopse: No Brasil pré-republicano, frei Barbudo narra a história de um grupo de desbravadores, liderados por José Antônio Adrien Charles Broussard, o “Coronel”. Neto de revolucionários franceses, sonhava em criar um Brasil real: uma sociedade pluralista e baseada nos ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, em oposição ao Brasil oficial, controlado pelas elites. Nessa comunidade nasce Feliciano Firmino, um jovem brilhante que, junto a frei Barbudo, tenta manter viva a visão do Coronel. Porém a chegada de um circo acaba com o isolamento do povoado, e Bambolino, um palhaço atemporal, torna-se guia nas questões filosóficas e sociais de Feliciano e frei Barbudo. Sua presença espalha o conceito do Brasil real ao resto do país, provocando reação da elite dominante.

Sobre o autor: Antonio Carlos Brandão nasceu em São José do Rio Preto. Médico desde 1976, possui mestrado e doutorado em Ciências da Saúde. Atualmente, é Professor Adjunto IV de Bioquímica Médica na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). É autor do livro Murmúrio das plantas, publicado em 2015. Casado, tem dois filhos e duas netas.

Verde, amarelo e outras cores”, escrito por Antônio Carlos Brandão, tem 176 páginas, está disponível em formato físico e digital em diversas plataformas, incluindo Amazon, Apple Books e livrarias como Martins Fontes e Livraria da Vila.

Janaína Leme

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