Novo romance de Ian McEwan projeta o mundo após a catástrofe climática

| Um mundo em que grandes metrópoles foram inundadas pelo aumento do nível do mar e desapareceram sob as águas, em que a população global diminuiu e recuou para terras altas, em que o cotidiano é marcado pela escassez de recursos num planeta que está fisicamente irreconhecível. Esse é o cenário projetado em “O que podemos saber”, novo romance do escritor britânico Ian McEwan, que chega ao Brasil por meio de uma parceria entre a TAG Experiências Literárias e a Companhia das Letras. Em abril, os associados do clube recebem o livro em primeira mão, numa edição exclusiva em capa dura. No mês seguinte, o volume chega também às livrarias. Lançado em setembro no Reino Unido e Estados Unidos e considerado pela crítica como a nova obra-prima do autor, o romance transporta os leitores para o ano de 2119 e propõe reflexões sobre os desdobramentos humanos, sociais e culturais da crise climática. O livro convida a pensar os impactos das decisões tomadas no presente, destacando o fenômeno da paralisia coletiva diante dos alertas científicos atuais e os riscos de um desenvolvimento orientado exclusivamente pelo crescimento econômico. A trama acompanha o pesquisador Thomas Metcalfe, que dedica sua vida a investigar um poema nunca publicado e desaparecido. Sua obsessão funciona como fio condutor para uma narrativa que observa o século 21 com espanto e julgamento, combinando mistério, disputas de ego e dilemas conjugais. Em 2119, a realidade é repleta de transformações ambientais e de drásticas restrições tecnológicas, alimentares e de mobilidade. Além disso, o eixo geopolítico se inverteu completamente e a Nigéria emergiu como a única superpotência global, consolidando-se como centro da estabilidade financeira e digital. Neste que é o quarto título de Ian McEwan publicado pela TAG, o autor consagra sua habilidade de criar profundos impasses éticos e morais e conduzi-los com sua ironia inglesa requintada. Essa edição traz tradução de Jorio Dauster, diplomata aposentado de 88 anos e tradutor de doze obras do escritor para o português. Em sintonia com debates globais sobre emergência climática, justiça ambiental e responsabilidade coletiva, o romance projeta essas inquietações em um futuro distópico para evidenciar a força da ficção como ferramenta de imaginação crítica, de construção de novas perspectivas sobre o mundo e de reflexões sobre o que ainda podemos evitar. |
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| O que mais podemos saberUma ficção especulativa envolvente, que imagina os desdobramentos da catástrofe climática daqui a cem anos e olha de forma nostálgica e implacável para nosso turbulento presente. A busca obstinada de um pesquisador do século 22 pelo poema perdido que um prestigiado escritor dedicou à esposa durante um jantar em 2014 é o mote de uma trama que transita da crise climática às paixões e aos dilemas humanos. Com a maestria de quem é capaz de sondar as nuances da alma no mundo que conhecemos e nos mundos por vir, McEwan investiga o que permanece diante da catástrofe: o amor, a memória e a busca por sentido. Um romance que transcende os clichês do gênero, lançando um convite ao deleite literário e à reflexão sobre como seremos julgados pelas gerações por vir. EDIÇÃO EXCLUSIVA – TAG CURADORIA A publicação enviada aos assinantes da TAG Curadoria também se destaca pelo projeto gráfico especialmente concebido para dialogar com o universo do romance. A capa traz obra do artista Fabricio Lopez, com direção de design de Celso Longo, explorando imagens que evocam água invadindo territórios, ecos do passado e vislumbres de um futuro difícil de distinguir com clareza — elementos que remetem à sensação de desarranjo presente na narrativa. As artes da luva e da revista que acompanham o livro são do mesmo artista e compõem um conjunto visual que aposta na abstração para traduzir o tom distópico da obra. A edição é exclusiva para associados da TAG Curadoria e também pode ser recebida por novos membros, que ingressarem até o final de maio, como primeira experiência no clube. O kit de leitura ainda inclui a tradicional revista complementar, que nesta edição traz uma entrevista com Ian McEwan publicada originalmente pelo The New York Times, além de conteúdos que ajudam o leitor a navegar pelo cenário futurista do romance. A experiência se amplia com materiais extras no aplicativo da TAG, como trilha sonora inspirada na leitura e o Papo de Livro, podcast com convidados que discutem a obra e aprofundam seus temas. |
