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Pluralidades insulares reúne  acervo do BID no Centro Cultural Fiesp 

A  exposição Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID continua em cartaz na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF) funciona em horário.  Pela primeira vez a coleção do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é reunida fora de sua sede, em Washington, nos Estados Unidos.

São 157 obrasdos 26 países mutuários do BID, incluindo nomes consagrados na região, como Tomie Ohtake (Brasil), Olga de Amaral (Colômbia), Benito Quinquela Martín (Argentina), Diego Rivera (México) e Fernando de Szyszlo (Peru). Também está presente uma geração mais jovem de artistas que conquistou reconhecimento internacional mais recentemente, como Kika Carvalho (Brasil), Ad Minoliti (Argentina), Rember Yahuarcani (Peru), Claudia Casarino (Paraguai) e Sheena Rose (Barbados).

“Estamos colocando a arte do BID à disposição para o grande público. São 157 obras de 26 países pela primeira vez fora da sede do Banco”, afirmou o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn. “No Grupo BID, consideramos a arte uma parte fundamental do desenvolvimento e da construção da produtividade e da prosperidade na América Latina e Caribe. A arte cria empregos, estimula inovação e une comunidades. É por isso que o Grupo BID é a única instituição multilateral com um grupo específico de Cultura, Arte e Coleções, usando a criatividade para destacar o talento e o potencial da região”, completou.

Com quase 2.000 obras, sobretudo da América Latina e Caribe, a coleção de arte do BID se formou ao longo das quase sete décadas de história da instituição, por meio de aquisições e iniciativas institucionais.

Na exposição que se inicia por São Paulo, a presença brasileira, que inclui destaques como Victor Brecheret, é intencionalmente pontual. O objetivo é apresentar ao público obras de países e artistas ainda menos conhecidos por aqui.

Sete seções temáticas organizam olhar: Territórios, Gentes, Geometrias, Abstrações, Religiosidade, Mulheres e História da coleção.

Mais do que uma tentativa de espelhar a realidade, a coleção do BID revela a evolução da construção da imagem da região. É, sobretudo, um convite ao diálogo intergeracional e inter-regional. 

De acordo com Paulo Skaf, presidente da FIESP e do SESI-SP, é uma honra para o Centro Cultural Fiesp receber, pela primeira vez fora de Washington, o acervo do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “A mostra destaca a diversidade da América Latina e reforça que desenvolvimento também é cultura”, diz Skaf.

CURADORIA

“Em suas primeiras décadas, a coleção concentrou-se principalmente em mestres modernos que tiveram papel decisivo na formação das tradições artísticas nacionais dos países membros. Com o tempo, esse olhar se ampliou para incluir artistas emergentes e fortalecer a representação de diferentes países e comunidades da América Latina e do Caribe”, explica Julieta Maroni, curadora responsável pela coleção no BID. “Hoje a coleção procura refletir tanto os legados artísticos quanto o dinamismo da produção contemporânea”, completa.

Para Giancarlo Hannud, curador convidado a conceber o recorte apresentado em São Paulo em diálogo com Julieta Maroni, um dos pontos de partida não poderia ser outro senão observar de que forma diferentes artistas latino-americanos aparecem representados na coleção.

O cuidado de não fixar definições orienta toda a construção do percurso. Em vez de organizar as obras por país ou período – solução que poderia sugerir uma coerência territorial artificial – a curadoria propõe uma leitura fragmentada, assumindo as descontinuidades como parte constitutiva da região. “São pequenas ilhas na América dita latina, que muitas vezes não se conversam, mas coexistem”, diz Hannud.

A imagem do arquipélago também sugere outra dimensão: dentro de cada país há múltiplas ilhas. Não existe uma única produção argentina, colombiana ou haitiana, assim como não existe uma única forma de ser latino-americano. Assim, ao olhar para o conjunto do acervo, o que emerge não é uma narrativa coesa, mas uma constelação de histórias, territórios imaginados, gestos artísticos e sensibilidades diversas.

SERVIÇO

  • Exposição Pluralidades Insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID
  • Período: 18 de março a 5 de julho
  • Funcionamento: terça a domingo, 10h às 20h
  • Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)
  • Entrada gratuita, não é necessário fazer reserva para conhecer a exposição
  • Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

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