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“ALUCINAÇÃO Belchior”, documentário inspirado no disco histórico de Belchior, tem estreia na Mostra Brasil da 50ª Mostra Internacional de Cinema SP

O longa “Alucinação”, dirigido por Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, fará sua estreia na Mostra Brasil da 50ª Mostra Internacional de Cinema SP, celebrando um dos discos mais emblemáticos da música brasileira. As sessões acontecem no dia 26 de outubro, segunda-feira, às 18h, no Cine Sesc, no dia 28 de outubro, quarta-feira, às 13h, no Cinesystem Belas Artes – Frei caneca 1. 

Inspirado no álbum homônimo lançado por Belchior em 1976 — que completa 50 anos em 2026 — o filme revisita o Brasil dos anos 70 e provoca uma reflexão sobre os rumos do país de lá pra cá. Para isso, adota um formato inovador: toca o disco na íntegra e colore as canções com imagens que ampliam os seus significados. A estreia também marca as celebrações pelos 80 anos que Belchior faria em 26 de outubro. Alucinação é Produzido por Carolina Benevides e Marianna Brennand da Inquietude, as premiadas realizadoras de Manas.

 

SINOPSE

“Como Nossos Pais”. “Rapaz Latino-Americano”. “Sujeito de Sorte”. “Velha Roupa Colorida”. O filme “Alucinação” parte das antológicas músicas de Belchior para trazer as cores e os conflitos do Brasil nos anos 70. Uma viagem visual e sonora que revela o espírito da época, amplia o sentido das canções e ecoa questões fundamentais para o Brasil de hoje.

 

O disco que virou roteiro: Belchior como guia para entender o Brasil

“Começamos a ouvir ‘Alucinação’ diariamente, de um jeito obsessivo, e percebemos que havia ali um roteiro pronto. Neste disco, Belchior fez uma crônica da geração que quis mudar o mundo e foi sufocada por ditaduras ou cooptada pelo dinheiro. A música, o cinema, as artes estavam impregnados de novas ideias. Ao colocar tudo isso em perspectiva, surgem mais perguntas do que respostas.” — Renato Terra, Leo Caetano e Marcos Caetano

OS CONFLITOS DE ONTEM E DE HOJE

“Alucinação” reconstrói as encruzilhadas de um país que poderíamos ter sido. Ao olhar as imagens dos anos 70 com o distanciamento do tempo, vemos os caminhos errados que nos trouxeram até aqui.

 

O jovem latino-americano

Belchior abre o disco com um sujeito comum, sem privilégios, sem as credenciais necessárias para triunfar na cidade grande.

A geração da utopia

Em “Velha Roupa Colorida”, vemos os jovens que acreditaram na mudança: “O que era jovem novo, hoje é antigo. E precisamos todos rejuvenescer”.

Como Nossos Pais

Numa música dolorida, Belchior mostra que “o sinal está fechado para nós, que somos jovens”. É o choque entre os desejos de mudança contra a brutalidade da ditadura e a força do dinheiro.

Os sobreviventes da ditadura

“Sujeito de Sorte” encarna aqueles que resistiram, que “morreram” simbolicamente no ano anterior, mas insistem em viver e lutar.

Os derrotados pelo sistema

“Não Leve Flores” é categórico em dizer “nossa esperança de jovens não aconteceu”.

O arco narrativo se fecha

Em “Retrato 3×4”, Belchior volta ao “rapaz latino-americano”. Mas agora a saga é carregada de desilusão: depois do sonho frustrado, o Brasil continua repetindo os mesmos erros.

Esses personagens, construídos pelas músicas e pelas imagens, formam um mosaico da alma brasileira dos anos 70 e geram perguntas que reverberam no Brasil de hoje.

SERVIÇO – MOSTRA INTERNACIONAL DE SP

Mostra Brasil – “Alucinação”

26/10 (segunda-feira) às 18h, no CineSescc

28/10 (quarta-feira) às 13h, no CineSystem Belas Artes – Frei Caneca 1  

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