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O Teatro do Absurdo no Sesc Consolação

Em seu 13º ano, o programa “7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores”, concebido e dirigido por Eugênia Thereza de Andrade, fala sobre o Teatro do Absurdo. Após textos de Eugène Ionesco (maio), Tom Stoppard (junho), Caryl Churchill (julho), Samuel Beckett (agosto) e Fernando Arrabal(setembro), a sexta apresentação deste ano, dirigida por Kiko Marques (prêmio de melhor diretor de teatro em 2016 pela APCA), será no dia 29 de outubro, terça-feira, às 19h30, com a peça O Zelador, do dramaturgo inglês Harold Pinter. Todas as apresentações acontecem no Teatro Anchieta e tem entrada gratuita.

O termo Teatro do Absurdo foi criado pelo crítico Martin Esslin (1918-2002) na década de 60. A intenção era agrupar, sob esta designação, as obras dramáticas do pós-guerra que colocavam em evidência o nonsense da vida cotidiana, a incomunicabilidade generalizada e, em suma, o absurdo da vida contemporânea, que se caracteriza pela fragmentação da personalidade e a busca inútil e incessante de algum sentido na existência.

Para o poeta Frederico Barbosa, responsável pela seleção dos textos da temporada de 2019, “o Teatro do Absurdo teve muita repercussão no Brasil, até porque, em vários aspectos, a realidade brasileira em muito se aproxima do mundo sem nexo e sem saída, retratado por esta corrente cada dia mais contemporânea”.

O Zelador, escrita pelo Prêmio Nobel da Literatura de 2005, Harold Pinter, se passa em um modesto quarto londrino em que se encontram três excêntricos personagens: Aston, um homem gentil e amargurado; o velho maltrapilho Davies, arrogante e cheio de preconceitos; e o desconfiado e ganancioso Mick. Marcada por diálogos cômicos e por um senso de absurdo que remete a Beckett, a peça revela muito dos temores e desejos interditados do homem do pós-guerra.

Nascido no subúrbio de Londres em 1930, Harold Pinter começou a sua carreira teatral no início dos anos 50. Ator, diretor, poeta, roteirista e escritor, Pinter escreveu 29 peças, entre as mais conhecidas estão Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), O Porteiro (The Caretaker, 1959), Traição (Betrayal, 1978) e Volta ao Lar (Homecoming, 1965), todas adaptadas para o cinema. Em 2005 foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, pelo conjunto de sua obra, e em 2006 foi aclamado por sua participação como ator na produção de A Última Gravação (Krapp’s Last Tape), parte da comemoração dos 100 anos do nascimento de Samuel Beckett e dos 50 anos do Royal Court Theatre. Harold faleceu na véspera de Natal de 2008.

Ficha Técnica

7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores
Tema: Teatro do Absurdo
Peça: O Zelador, de Harold Pinter

Concepção e Direção Geral: Eugênia Thereza de Andrade

Seleção De Textos: Eugênia de Andrade, Mika Lins, Marco Antônio Pâmio e Frederico Barbosa

Direção: Kiko Marques

Elenco: Marcelo Galdino, Norival Rizzo e Rubens Caribé

Concepção Cenográfica: Mika Lins

Adereços e Figurino: Jorge Luiz Alves

Produção Executiva: Messias Lima

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