Pular para o conteúdo

Vibra São Paulo abre terceira sessão de A CASA DOS BUDAS DITOSOS

Desde 2023 Fernanda Torres foi abduzida pelo filme “Ainda Estou Aqui”, que encantou as plateias do mundo todo e conquistou mais de 70 prêmios, entre eles o Globo de Ouro de Melhor atriz de 2025. Agora, a atriz está de volta aos palcos interpretando uma libertina baiana de 68 anos no espetáculo “A Casa Dos Budas Ditosos”, adaptação para o teatro  do livro de João Ubaldo Ribeiro com direção de Domingos de Oliveira, uma comédia inebriante.

Com 23 anos de sucesso por todo o Brasil e com grande procura por ingressos, o espetáculo abre a terceira sessão nesta terça, dia 5 de maio, às 17h30. As apresentações ocorrem na Vibra São Paulo, nos dias 4, 6 e 7 de junho. A terceira sessão será na quinta, 4, às 18h, enquanto no sábado, 6, sessão às 20h e domingo,7, às 18h. O espetáculo já rendeu à atriz a vitória do prêmio Shell em São Paulo e prêmio de qualidade de melhor atriz, melhor diretor e melhor comédia em 2004. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Uhuu.com.

“Será possível para o homem a total liberdade sexual? Foi dada ao homem esta capacidade, este privilégio?’ Convenhamos que é uma pergunta importante, para uma espécie que está sempre discutindo seus limites de Liberdade.

A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem ‘sem nome’ que Ubaldo criou é sem dúvida uma DEUSA. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós.

Habilmente arquitetada está livre de repressão sexual. Trata-se, portanto, de um ideal inalcançável por qualquer um de nós.” — Domingos de Oliveira    

Quando Domingos de Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral; A Casa dos Budas Ditosos, porém, é um livro escrito na primeira pessoa, é o depoimento de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz, não há danação na luxúria. Nasceu teatro porque é oral e é oral porque, segundo o próprio João Ubaldo, nas primeiras páginas do livro: “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”.

Para viver a personagem, Domingos pensou que “precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”. Ao diretor, pareceu que uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e os quarenta e poucos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”. Segundo a baiana do livro, seria o ideal para criar essa diversidade.

Esse artifício, simples e não realista, de ter uma atriz de meia-idade, vivendo uma mulher de idade que se lembra de todas as suas idades, acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa, ri é a mulher no seu ideal é uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível, ao evocá-los, deixar de passar em revista o seu próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral, talvez, seja a grande experiência sensorial do espetáculo.

“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou nesse convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança aos dois, Domingos e Fernanda, de optar pela limpeza absoluta, de confiar na máxima de que quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais, o maravilhoso livro Nossa Vida Sexual, de Fritz Khan, da Biblioteca do Avô da personagem, (que tivemos a alegria de encontrar num sebo de São Paulo) e os dois Budas Ditosos, estatuazinha em miniatura de dois budinhas praticando o sexo, “essas coisas milenares, de Chinês”.

Classificação Indicativa: 18 anos

FICHA TÉCNICA

Texto de João Ubaldo Ribeiro

Com Fernanda Torres

Direção – Domingos de Oliveira

Dramaturgia – Domingos de Oliveira e Fernanda Torres

Direção de arte – Daniela Thomas

Direção de Produção – Carmen Mello

Figurino – Cristina Camargo

Criação Maquiagem – Marcos Padilha

Light designer – Wagner Pinto 

Trilha sonora – Domingos de Oliveira e Jonas Rocha

Assistente de direção – Lincoln Vargas

Operação de Som – André Omote

Operação de Luz – Diego Diener

Controller – Elinete Barcellos

Comunicação e Produção  – Nicolle Meirelles

Assistente de comunicação – Maria Alice Belo

Fotografia – Luciana Prezia

Produção Executiva – Theatron Produções Artísticas

Produção – Trígonos Produções Culturais

&

Co-produção – Bonarcado Produções Artísticas

NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO – Por se tratar de um espaço muito grande, sugerimos ao público chegar com antecedência para evitar filas e tumultos.

O SERVIÇO DE BAR  SERÁ INTERROMPIDO DURANTE A APRESENTAÇÃO.

NÃO É PERMITIDO FILMAR OU FOTOGRAFAR O ESPETÁCULO.

Serviço 

A CASA DOS BUDAS DITOSOS

Local: Vibra São Paulo

Data: 6 de junho de 2026

Horário: 20 horas

Classificação Indicativa: 18 anos

Local: Vibra São Paulo – Avenida das Nações Unidas, 17955

Ingressos: a partir de R$40,00

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.