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Hipocrisia: uma análise profunda da sociedade

O que o médico neurologista e psiquiatra, Sigmund Freud, quis ensinar com a obra-prima, O Mal-estar da Civilização, publicada pela editora Edipro? Para ele, o mundo é feito de regras sociais, leis e privações de todas as espécies que atingem o homem em cheio. Mas a humanidade tem a capacidade de viver com tantas imposições?

A resposta é não. Neste estudo, além de mostrar os danos psicológicos que as privações dos instintos naturais dos homens causam nos indivíduos, Freud avalia o comportamento das pessoas em relação a essas regras. Ele cita que as pessoas naturalmente não cumprem todos os limites que a sociedade impõe, logo, isso gera uma eterna espiral de hipocrisia em que a civilização sobrevive e se constrói.

Segundo o pai da psicanálise, é impossível que as pessoas construam laços firmes e fortes diante de tantas proibições, neste sentido elas escondem suas obscuridades, fingem não ser quem são e formam os relacionamentos em cima de omissões e mentiras.

Além das crueldades escondidas, a formação da sociedade ficou baseada em discursos que permitiam atos cruéis em nome de um bem maior diante aos que regem essas regras e leis, tais como as guerras.

Neste sentido, Freud não só vê o homem dividido entre a sua natureza e a cultura, mas sim sofrendo todas as consequências que isso pode causar. Patologia social é o sofrimento continuo e propagado pela sociedade.

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