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Eu Já Estive Em “Longo e Claro Rio”, de Liz Moore, pela Tag Livros

Hoje vamos falar do livro Longo e Claro Rio, de Liz Moore, publicado pela editora Trama, mas um da coleção Inéditos da Tag Livros. Longo e Claro Rio tem como protagonista a policial Mickey (Michaela) que luta durante todo o livro para proteger sua irmã Kacey dos percalços das ruas principalmente quanto há a dependência química envolvida e um assassino de mulheres a solta. 

Mickey e Kacey são filhas de um casal dependente de heroína e foram criadas pela avó Gee. Mickey consegue crescer e fazer sua vida limpa, mas o mesmo não acontece com sua irmã, que ainda na adolescência já se envolve com drogas, teve sua primeira overdose aos 16 anos, e faz com que a dependência química continue fazendo parte da vida de ambas, já que Mickey está todo o tempo preocupada com o que pode acontecer com Kacey – será que ela será a próxima vitima do assassino que está a solta matando mulheres em Kesington?

Os capítulos são divididos entre o que está acontecendo agora na história e o passado de Mickey, uma forma de contextualizar o leitor sobre tudo o que aconteceu na vida das duas para chegar ao ponto que chegou atualmente. Além de policial, Mickey também é mãe solteira e a autora se preocupa em mostrar as dificuldades da protagonista em conciliar o trabalho que tem horários confusos com a vida do seu filho, problemas com babás, a preocupação de não estar todo o tempo que queria com o filho e situações em que o próprio filho finge estar passando mal só para ganhar a atenção da mãe pedindo para que ela não vá trabalhar.

Voltando ao assunto principal do livro, a obra aborda a dependência química – a crise do uso de opióides (composto químico psicoativo que produz efeito farmacológico semelhantes ao ópio), um problema que já tira a vida de mais de 64 mil pessoas por ano nos Estados Unidos, falando somente de overdose. 

O livro é classificado como policial, mas é possível perceber que a autora está mais preocupada em contar em detalhes os sentimentos de Mickey com tudo o que está acontecendo do que simplesmente a investigação policial, que ao meu ver fica até em segundo plano alguns momentos, e isso não é um problema porque saber da vida das irmãs e o que elas estão sentindo também é bem importante para a trama como um todo. Mesmo porque, como é dito no livro comparando a nossa vida a um tabuleiro de xadrez: todas as peças são boas e más ao mesmo tempo. Portanto é muito importante saber o que acontece antes de qualquer julgamento.

O que mais me chamou a atenção na obra foi o trabalho investigativo da autora que mudou-se para Kesington, região periférica da Filadélfia, onde se passa a história de Longo e Claro Rio. O bairro, que já foi residencial, hoje é uma das áreas com altas taxas de dependência de opióides. Longo e Claro Rio tem 352 páginas e foi a obra do mês de fevereiro da Tag Inéditos.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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