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Eu Já Estive Em “Não Branco Não Homem”, de Toni Grado

Não Branco Não Homem – Eleições, trapaças e carros possantes é o livro sobre o qual vamos falar hoje. Escrito por Toni Grado, esse é o primeiro volume de quatro que já foram escritos pelo autor, mas três deles ainda aguardam publicação.

A dedicatória deste livro já é algo impactante logo de início. O autor conta um episódio pessoal de forma nua e crua, o que para mim, já foi um ponto de destaque da obra. E apesar de ser composto por duas parte com histórias diferentes, o Prólogo para mim vale como parte importante do livro.

O nome do personagem principal é incrível: Algarismo. Ele é um bancário, mas buscas formas de enriquecer ilicitamente. A consciência vai pesar diante da atitude que ele pretende tomar? “Algarismo, um devorador de sonhos. Ou seria de ilusões?”. Toni Grado conta que a escolha do nome do personagem se deu porque todos somos um número e aceitamos que eles nos descrevam.

Esse primeiro volume é composto por dois capítulos: Eu quero o que eu quero, porra e Nunca deixe alguém ser mais rápido do que você. Começamos com o assassinato de um personagem e toda a confusão que isso causa entre políticos, sociedade e a família do próprio assassinado. 

Para esse primeiro capítulo, destaque para a forma incrível como o autor cria os diálogos que negociam a libertação de um personagem que foi mantido refém na favela aguardando negociação.

O segundo capítulo conta a história de Robert, alguém que ama carros, mas não só a máquina, todos os sentimentos que existem nela e nas ruas por onde elas circulam. Sim, existe sentimento e o autor vai te mostrar que sim. Ele dá vida aos carros, algo que só quem ama as máquinas conseguem entender. Quantas vezes já não me vi falando com o meu computador, e ele me entende super. O mesmo acontece com Robert e o seu Silver Cad.

Toni Grado é formado em arquitetura, é músico e pela primeira vez está se aventurando na literatura. Não Branco Não Homem nasceu de um processo de uma peça de teatro e levou anos para ficar pronto, já que o autor escreveu os quatro volumes de uma vez. “Apesar de histórias diferentes por volumes, alguns personagens vão se conectar”, garante o autor durante sua participação na Leitura Coletiva.

O autor também teve o cuidado de fazer uma trilha sonora incrível para acompanhar a obra, totalmente produzida por ele (não é uma playlist, é uma trilha mesmo). E, quando o leitor se propõe a ler acompanhado dela, parece que a leitura flui ainda mais. É nítido que Toni Grado tem a música em sua vida e acaba colocando isso no livro: “E o melhor termômetro para o seu entusiasmo sempre fora a sua relação com a música: quanto mais vontade de ouvir música ele tinha, melhor havia de estar o seu estado de humor”.

Algumas outras frases de destaque que separamos da obra foram:

“Nosso coração aperta de tanta saudade se em nosso passado existe esse rosto, esse olhar confiante e acolhedor que, em nós, tudo pode.”

“Ser feliz não é assunto para principiantes.”

“O Vazio. Uma obra-prima do pensamento!”

“Todos nós escutamos vozes. A questão é se são as do mundo ou as de nossas cabeças?”

Não Branco Não Homem – Eleições, Trapaças e Carros Possantes tem 287 páginas e está chegando às livrarias no formato impresso. Para quem preferir a versão digital, está disponível na Amazon

Sinopse: Num cenário pré eleitoral na metrópole imaginária de Cravos, o destino de Greenville (bairro pobre ocupado pelo narcotráfico e incrustado no bolsão rico da cidade) afeta diretamente as intenções de voto dos dois principais partidos. O partido da direita prega uma desocupação sumária comandada pelo Exército, e o de esquerda defende uma política de inclusão social. Com planos radicalmente opostos para Greenville, Robert Kotac (o alucinado banqueiro, fanático por rachas noturnos de carros) terá como antagonista seu arqui-inimigo, Alexandre Dragum, um esquerdista vigoroso e obsessivo. Moderação definitivamente não fará parte desse jogo. Quando Gurizinho, o violento braço do direito do lendário Não Branco (importante líder do narcotráfico), assassina brutal e gratuitamente um engenheiro de uma obra da prefeitura em Greenville, os ânimos se acirram de vez com a comoção pública. Em meio a essa guerra, surge a candidatura independente de Não Homem, uma genial pesquisadora universitária andrógina, que se recusa a ser identificada com qualquer gênero, porque “não gosta de fazer parte de bandos”. Quem vencerá todas essas múltiplas eleições? E a que preço?

Agradecimento à LC Agência pela oportunidade de participar da Leitura Coletiva.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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