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Eu Já Estive Em “Verdade Obscura”, de C. S. Bolton

Conhecer a história de James e a luta pela vida do seu filho, Gabriel, foi algo inspirador. Ainda mais quando tecnologia é o ponto de ligação entre toda a trama. E a tecnologia não está só na história, está também nos recursos que o autor usa para interagir com os leitores em “Verdade Obscura – O dilema de James Bonnet”, escrito por C. S. Bolton e publicado pela Editora Areia.

Segundo o autor, o conceito deste livro é um misto de ficção e não ficção, onde podemos fazer a leitura de uma história de ação totalmente fictícia, enquanto aumentamos nosso conhecimento sobre como raciocinamos. Durante toda a leitura você vai se deparar com explicações para os termos apresentados e QR Codes que levam para artigos mais elaborados sobre passagens do livro que estão hospedados no LinkedIn do autor.

Vale um comentário a parte sobre como o autor conta sobre o uso da Inteligência Artificial de forma exemplificada, e ainda se preocupa com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, mostrando que os usuários precisam dar atenção a esse tema que muita gente ainda nem sabe que está em vigor no Brasil desde agosto de 2021. O livro também é composto por capítulos curtos, ótima pedida para quem curte situações decididas com agilidade.

Um exemplo de um termo que é explicado no livro que está logo nos primeiros capítulos é quando é detalhado o que é Serendipidade – são felizes coincidências que acontecem em um momento em que você não estava esperando, ou quando você encontra o que queria, enquanto procurava outra coisa. Em outro momento, o autor explica o que é Curiosidade e sempre coloca suas observações sobre: sem curiosidade não há conhecimento.

Outro ponto interessante da obra é que o autor sempre termina o capítulo dando uma pista do que está por vir, deixando um gostinho de quero mais. Ao falar de tecnologia no livro são vários os aspectos abordados: o fato dela colaborar para a cura de doenças raras, o uso da dark web, investimento em blockchain, e até quando as pessoas nunca leem as 84 páginas dos contratos dos aplicativos e aceitarem sem saberem o que estão aceitando, o que mostra que o livro é bem atual.

Por trabalhar com comunicação, um ponto que me chamou atenção também foi quando eles comentam sobre mudar o nome do agrotóxico para defensivo agrícola, abrandando o problema, já que o termo agrotóxico é muito pesado, e melhorando assim o valor das ações.

Ah, o livro é muito bem sonorizado também: Sound of Silence, de Simon and Garfunkel toca algumas vezes quando Sandra e James estão juntos.

Sinopse: uma morte desperta James a evitar outra morte: a de seu filho. Numa busca desesperada cria um medicamento com ajuda de inteligência artificial. Uma indústria bilionária deseja se apropriar de seus conhecimentos e fazê-lo silenciar; outra mais gananciosa quer vê-lo fora do jogo a qualquer custo. James e a elegante Sandra descobrem que a inteligência artificial que usam para salvar, também é usada para destruir, com a mesma motivação que persegue a humanidade desde seus primórdios: a luta por poder e dinheiro. Embarque nessa jornada de ficção em que o autor convida para uma viagem de conhecimento e desenvolvimento de sua lógica criativa.

C.S.Bolton – Cesar Eduardo da Silva – é sócio fundador da Learn LTDA, idealizador do programa Cientista do Bem, pai do Be e da Duda e músico multi-instrumentista. A ciência e a inovação sempre foram os motores de seu entusiasmo em desvendar o desconhecido e transformar este conhecimento em soluções inteligentes de alto retorno financeiro. Acredita que o desenvolvimento do ser humano nas habilidades de raciocínio crítico e criativa, aliados ao método científico são a combinação ideal para alavancar os resultados das empresas. Já orientou e executou mais de 2000 projetos de otimização de processos e produtos em empresas como Weg, Electrolux, Grandene, Tigre, Klabin e Whirpool.

Algumas frases de destaque do livro:

– A morte é uma das poucas certezas da vida, mas James não estava preparado para aquele momento, nunca estaria.

– Somente inicie uma busca após terem noção de que formularem boas questões.

 – Como dizia Carl Sagan, um dos grandes divulgadores do método científico do século 20: Com dados insuficientes é fácil errar.

– Feito é melhor do que perfeito.

– A teoria é saber por que funciona, a prática é saber como fazer funcionar, a atitude é querer fazer funcionar.

– Façamos boas perguntas para estimular a melhora da qualidade de vida; façamos boas perguntas para nos mover à frente, para nos fazer avançar em qualquer projeto de vida que estejamos envolvidos; boas perguntas para estimular as crianças a também fazê-las; boas perguntas para evoluirmos enquanto seres humanos.

“Verdade Obscura – O dilema de James Bonnet”, escrito por C.S.Bolton, tem 282 páginas, é muito bem diagramado e tem um projeto gráfico bem bonito. Foi publicado pela Editora Areia e está disponível na Amazon, liberado para quem é assinante do Kindle Unlimited.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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