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Eu Já Estive Em “Amnésia”, de Ricardo Lima

Leitura pode ser prazerosa e leitura pode ser necessária também. Amnésia não é nada prazeroso, não é um livro romântico, mas é um livro extremamente necessário. Nele se fala sobre pedofilia e como alguém que sofre abusos na infância tenta seguir a vida. São muitos os gatilhos, mas acredite, é baseado em fatos. “Imagino que isso apenas reforce a máxima de que todos temos um lado sombrio e Amnésia vai te ajudar a explorar o seu. Essa obra vai responder àquela pergunta interna que todos fazemos um dia: quão baixo eu desceria?”, frase que está no prefácio assinado por Danuzia dos Anjos Pereira.

Cleber se apresenta logo nas primeiras páginas do livro, mas já diz que esse não é seu nome real e pede para que o leitor não sinta pena dele porque a história que está por vir vai fazer você querer ter amnésia também.  Ele nasceu no ano em que o cometa Halley passou pela Terra, no mesmo ano que Portugal aderiu à União Europeia, e nasceu numa véspera de Dia das Mães, algumas poucas coisas que o personagem fala sobre ele.

Sem spoilers, o suposto Cleber conta a história da sua infância e todos os muitos percalços que passa e, do meio para o final do livro, passamos a entender no que ele se tornou. E aí cabe ao leitor analisar a decisão do personagem para a sua trajetória.  O Amnésia foi o último livro escrito pelo autor e o primeiro lançado por ele. O personagem foi criado para sanar a angústia de Ricardo por assuntos como pedofilia, tema abordado de maneira impactante no livro, como já dito. Vamos a algumas frases do livro:

– Toda criança é inocente até que precise ser cruel.

– Estava alimentado quando cheguei em casa, de dor, sofrimento, saudade, raiva. A digestão seria lenta.

– Pode lhe parecer que às vezes essa minha narrativa soe estranha, sem sentido, mas afinal é minha vida, e qual vida possui algum sentido?

Sinopse: crimes e criminosos agraciados pela impunidade da justiça (dos deuses, dos homens…) podem fazer surgir pessoas que cometem crimes contra os impunes, mas também anseiam a impunidade como recompensa de ter feito justiça. Traumas de infância associados a este senso de justiça distorcido (ou não) e uma boa dose de loucura rondam essa ficção, que pode ser mais real e atual do que você imagina.

Ricardo Marcelino de Lima é o caçula de 4 filhos de Josefa e Renalvo. Paulista de sangue nordestino, branco de sangue cafuzo, é professor de Taekwondo e Educação Física, se dedicando à arte mágica da escrita desde a infância. Terapeuta Integrativo, apaixonado por rock, fã da natureza, admirador do surreal e amante da ciência.

Amnésia, escrito por Ricardo Lima e publicado pela Editora Viseu, tem 158 páginas e está dividido em 22 capítulos. Está disponível na Amazon e também por meio das redes sociais do autor.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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