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Eu Já Estive Em “Sobre Pedras e Flores”, de Eduardo Ribeiro Dias

Isaac e Elias, começam a obra em mundos totalmente separados com passados bem diferentes e muito a viver. O que vai unir essas duas histórias, só lendo Sobre Pedras e Flores para conhecer mais! Eduardo Ribeiro Dias conta a história de forma fluida e fazendo com que o leitor se sinta em uma trama do dia a dia, onde os personagens vivem o presente, pensam em um futuro, mas também têm um passado, que pode até ser sombrio.

Sobre Pedras e Flores começa em 2011 e se passa em uma cidade que o leitor decidirá a que mais coincide com suas ideias.

O livro é dividido em três partes, a primeira, a meu ver, é a maior, mas que a flui mais, acredito que por ser justamente a parte onde os personagens se apresentam e por isso a curiosidade está a mil, a segunda parte a trama se enrola e muito, e a terceira, já viu, aquele final arrebatador. Como a música é parte da vida do autor, os títulos dos capítulos são referências, mas além disso, a história conta com muita referência musical, cinematográfica e artística também.

A paixão por motos também é uma realidade na vida do autor que vai para as páginas do livro, mas Eduardo garante que Isaac entende muito mais de motos do que o próprio autor. No núcleo do Isaac teremos também como personagens sua filha, seu amigo e a família desse amigo, com uma participação bem significante da filha Maya, sua irmã bem presente, e um amigo nem tão bem-visto assim, o Ivan. Do lado de Elias outros tantos personagens se fazem presentes como seu pai, seus colegas de trabalho e seus amigos Tati e Lucas.

Caracterizado como romance, mas para mim mais do que isso, por ser o mais real possível, o livro fala sobre homossexualidade, alcoolismo, morte, luto, o extremo, o quanto uma pessoa pode ser influenciada, a dificuldade das pessoas de se relacionar, a dificuldade das pessoas de se assumirem, o amor entre irmãos, a importância da presença de bons amigos em nossas vidas, e acredito que possa ter mais.

– Apenas mais um desvio pequeno em uma vida de caminhos incertos.

– Não dá para dizer que o sentido para a minha vida agora é encontrar o sentido da minha vida.

– Quando a necessidade de colocar um par romântico em todos os filmes? Por que não contam uma história em que o protagonista termina sozinho e bem?

– Não tenho de me arriscar por algo que acredito mesmo que me doa depois. Só não tenho como ignorar o que aconteceu.

– É senso comum que a solidão machuca, mas a solitude vicia, e no fim, tudo o que é demais pode ser uma maldição.

– … De pedir que as pedras que já encontrara no caminho fossem as últimas, e que pelo menos por um momento, elas dessem lugar às flores que se escondiam embaixo delas.

– Discordar de você não é o mesmo que te atacar. As coisas não precisam ser levadas ao extremo o tempo todo.

– Mas aprendi que, para crescer, às vezes temos que aceitar algumas faltas e aprender a viver com elas sem deixar que o peso delas se torne grande demais.

Sinopse: Isaac se encontra em um momento conturbado, enfrentando as consequências de seus atos passados que levaram seu casamento a desmoronar aos poucos, até que, em uma noite sem rumo, encontra Elias, que encara suas próprias dúvidas quanto à sua carreira e as ausências que finge não sentir. O encontro que aparentemente não mudaria a vida de nenhum dos dois pode ter desdobramentos inesperados quando o acaso os coloca frente a frente mais uma vez, mas lutar contra os traumas e o ressurgimento de fantasmas do passado pode ser mais árduo do que ambos esperam.

Eduardo Ribeiro Dias é professor. Nasceu no norte de Minas Gerais, onde se formou em Letras-Inglês e viveu até os 25 anos. Desde lá mora em Londrina, Paraná. É, também, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Sobre Pedras e Flores é o romance de estreia na literatura.

Sobre Pedras e Flores, de Eduardo Ribeiro Dias, tem 513 páginas. Publicado pela Editora Viseu, está disponível no formato impresso e digital. E gente, o digital custa R$8,91. Imperdível! Muito feliz por ter tido a oportunidade de ler esse romance LGBTQIAP+. Por mais livros como esse nos nossos dias!

Janaína Leme

@eujaestiveem

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