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Eu Já Estive Em “Quem ainda escreve poesia?”, de J. C. Pacheco

Foi bem real ler “Quem ainda escreve poesia?”, de J. C. Pacheco. Muitas vezes as poesias são aspiracionais, românticas, como obras de arte, que em palavras expressam aquilo que o autor sentem naquele momento. E aqui, eu senti muita realidade, ou, talvez, tenha me identificado com a escrita, com as palavras, com a forma de J. C. Pacheco se expressar e curti demais!

O livro é dividido em Terra, Terra; Vida; Morte; Amor, Clichê; Música; Mundo; Fé; Pobreza, Guerra e Outras Mazelas; Pessoas, Bichos; Ler, Livros, Lirismo e o Bônus com Home Street Home, um texto em inglês. Segundo o próprio autor explica no Prefácio, é por meio desses tópicos que ele tenta levar o leitor a uma viagem, mexendo com o emocional, trazendo fatos, criando conexões e reflexões.

São muitos os textos que me chamaram a atenção. Em São Paulo, Sampa, SP, por exemplo, gostei demais como o autor mescla toda a diversidade de povos de São Paulo, como música, com cinema: “Sou libanês, cristão, sou árabe de Alá Estrela de Davi quase se apagou Encontrou aqui seu lugar Sono carcamano italiano Buono pizza, mangiano… Sou Rita, João o turrão Titã mutante, punk inocente, sou rato no porão, sou mais um anarquista De celular na mão, um qualquer capitalista.”

Aí já em Vida, separei um trecho de “A Vida é o Que?”: Respostas são dúbias Perguntas, ainda que infantis, fazem-me refletir A verdade se escolhe Depende de quem conta Ou do que quer ouvir… A vida é o que? Nascer, crescer, reproduzir, pagar contas e morrer Vida é a busca da felicidade É viver esta passagem ou algum outro clichê.

E, deixei um trecho separado também de “Guinada em Minha Vida”: Uma guinada em minha vida Para viver mais, hei de mudar Não que queira ser longevo como árvore Apenas que minha vida não seja rotina hospitalar Hei de correr, fazer exercício, Algum sacrifício por uma vida melhor Carro na garagem, bicicleta na rua Sujar as roupas, despir-me Entre eu e você apenas o suor.

Quando chegou na parte Morte, eu me impressionei já como os títulos como “Flores se dão em vida” e “A escrita vai morrer” duas frases que parecem bem verdades e totais ligadas à morte, não é? Já em Amor, Clichê, claro que concordo totalmente quando em “Coração é Tambor”, o autor diz: “Gosto mesmo é do cérebro Este sim é feminino, Complexo, imprevisível, abstruso, Não se conhece por completo.”

Sinopse: Quem ainda escreve poesia? Tolos sonhadores, De amores platônicos, Em sua cotidiana fantasia, Em um mundo inânime, De gente seca e fria, Nesta terra de homens, Espúria confraria.

Sobre o autor: J.C.Pacheco nasceu em 1978 em São Paulo, SP. Cursou administração de empresas para ajudar no pequeno negócio da família. Já trabalhou como comissário de bordo e circulou pelo mundo corporativo. Além de São Paulo, onde passou maior parte da sua vida, também morou em Itajaí (SC), Londres e atualmente, reside com sua família na Suíça. De suas andanças e noites de hotel pelo Brasil e pelo mundo, das leituras de Paulo Leminski, Eduardo Bueno e Amyr Klink, saíram seus primeiros despretensiosos versos, retrabalhados durante o conturbado biênio 2020-21 – culminando nesta obra.

“Quem ainda escreve poesia?”, de J. C. Pacheco, tem 164 páginas e foi publicado pela VersiProsa. Tem uma capa lindíssima e está à venda nas plataformas de e-commerce no formato impresso e digital.

1 Comentário »

  1. Olá Janaina
    Primeiramente gostaria de te parabenizar por seu serviço “multicanais” a literatura. Livro é resistência. Seu site e redes sociais são luz em tempos de tanta futilidade.
    Obrigado pela resenha
    Abraço
    J.C. Pacheco

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