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Do fundo do mar à casa do vovô: quatro livros infantis que convidam crianças e adultos a olharem o mundo de outro jeito

A literatura infantil pode ser uma porta para mundos fantásticos, mas também para descobertas sobre a própria família, os vínculos afetivos e o planeta. É essa diversidade de olhares que aparece em quatro lançamentos da Telos Editora: “Hannah: meio bruxa, meio humana”, de Jaqueline Conte; “Na Minha Casa”, de Clara Haddad; “O Vovô e o Neném”, de Rita de Fitas; e “Croque-croque”, de Bia Hetzel.

Em “Hannah: meio bruxa, meio humana”, com ilustrações de Márcia Széliga, o leitor encontra duas histórias em um mesmo livro. O projeto gráfico permite explorar diferentes partes das páginas e descobrir uma nova aventura, transformando a leitura em uma experiência de brincadeira e descoberta.

Já “Na Minha Casa”, de Clara Haddad, ilustrado por Francesca Corso, parte de uma pergunta simples: o que faz uma casa ser uma casa? A obra mostra que um lar vai muito além de paredes e janelas, sendo construído por memórias, afetos, encontros e vínculos. Uma história sobre pertencimento que pode render boas conversas entre crianças e adultos.

Em “O Vovô e o Neném”, de Rita de Fitas, as observações de Joaquim, um menino de cinco anos, sobre as semelhanças entre seu irmão de um ano e o avô dão origem a uma narrativa divertida sobre família e diferentes gerações. O uso de fraldas, a falta de cabelo e outras situações do cotidiano ganham um olhar bem-humorado a partir da curiosidade infantil o fazendo entender que, às vezes, idade é só um número.

Fechando a seleção, “Croque-croque”, de Bia Hetzel, com ilustrações de Mariana Massarani, leva os pequenos leitores para o universo marinho em um conto cumulativo inspirado na vida dos animais do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. A obra é um aprendizado colorido porque apresenta a biodiversidade dos oceanos de maneira lúdica e aproxima a literatura da chamada cultura oceânica.

Com propostas distintas, os quatro livros mostram que a literatura infantil pode ir além de contar uma boa história: pode brincar com o leitor, provocar perguntas, aproximar gerações e despertar novos olhares sobre o mundo.

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