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Continua em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso o espetáculo O Dilema de Sidgwick, inspirado na vida e pensamento do filósofo inglês Henry Sidgwick

A trajetória e as inquietações filosóficas de um dos mais importantes pensadores da Inglaterra Vitoriana chegam aos palcos em O Dilema de Sidgwick, espetáculo inédito com dramaturgia original de Paulo Gustavo Guedes Fontes, que estreia no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), com temporada de até 30 de agosto de 2026, sempre aos sábados e domingos, às 18h30.

Com oito apresentações e duração de aproximadamente 90 minutos, a montagem convida o público a mergulhar na vida e nas ideias do filósofo Henry Sidgwick (1838–1900), referência mundial nos estudos sobre ética e utilitarismo, cuja trajetória foi marcada pelo constante embate entre convicções religiosas, investigação filosófica e compromisso com a justiça social.

A peça integra uma tradição de espetáculos que aproximam grandes pensadores do público por meio da linguagem teatral, transformando conceitos filosóficos complexos em uma experiência sensível, emocionante e acessível. Assim como produções dedicadas a nomes como Spinoza, Sócrates, Freud e Hannah Arendt, O Dilema de Sidgwick utiliza a cena para refletir sobre questões que permanecem profundamente atuais.

Em meio às transformações políticas, científicas e sociais da Inglaterra do século XIX, Sidgwick vive uma crise que mudaria sua vida: professor da Universidade de Cambridge, vê-se diante da exigência de jurar fidelidade aos 39 Artigos da Fé Anglicana, condição necessária para permanecer em seu cargo. No entanto, suas pesquisas e sua consciência já não lhe permitem professar uma fé que deixou de representar suas convicções.

A partir desse conflito, a dramaturgia acompanha os dilemas pessoais e intelectuais do filósofo, revelando seus diálogos com personagens históricos e sua busca incessante pela verdade, pela felicidade coletiva e pelo sentido da existência.

Mais do que uma biografia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre temas que atravessam diferentes gerações. Questões como o que significa agir corretamente, como equilibrar o bem individual e o bem comum, os limites entre fé e razão e o papel da ciência diante das inquietações humanas tornam-se o eixo central da narrativa.

Outro aspecto fundamental da montagem é destacar o pioneirismo de Henry Sidgwick na defesa da igualdade de oportunidades para as mulheres. Em uma época marcada por profundas desigualdades, o filósofo foi um dos principais defensores do acesso feminino ao ensino superior, tornando-se uma figura decisiva para importantes avanços educacionais na Universidade de Cambridge.

O espetáculo também evidencia sua amizade com o poeta John Addington Symonds, um dos primeiros intelectuais britânicos a escrever abertamente sobre a homossexualidade, além de abordar o interesse de Sidgwick por pesquisas relacionadas aos fenômenos psíquicos e à possibilidade da vida após a morte — investigações que refletiam seu desejo permanente de compreender os limites entre ciência, espiritualidade e consciência humana.

Ao unir rigor histórico, dramaturgia contemporânea e uma profunda investigação sobre a condição humana, O Dilema de Sidgwick apresenta ao público um personagem pouco conhecido fora do universo acadêmico, mas cujas ideias permanecem fundamentais para compreender muitos dos debates éticos e sociais do presente.

SinopseNa Inglaterra vitoriana, em meio ao impacto das ideias de Darwin, o filósofo Henry Sidgwick enfrenta uma profunda crise de fé e cogita deixar a Universidade de Cambridge, que exigia de seus professores fidelidade ao credo anglicano. Em busca de uma resposta, mergulha em um dilema que coloca em confronto a razão, a moral, Deus e a possibilidade da vida após a morte

ServiçoO Dilema de Sidgwick
Temporada: Até 30 de agosto de 2026, sábados e domingos, às 18h30
Ingressos: Gratuitos, com retirada 1 hora antes do espetáculo
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP
Capacidade: 149 lugares
Duração: 90 minutos
Apresentações: 8 sessões

Ficha técnica

Texto: Paulo Gustavo Guedes Fontes

Direção: Bruno Perillo

Elenco: Adriana Lessa, Augusto Zacchi, Amazyles de Almeida, Carlos de Niggro, Luiz Amorim, Silvio Giraldi, Tuna Dwek

Cenografia: Simone Mina

Figurino: Marichilene Artisevskis

Desenho de iluminação: Aline Santini

Trilha sonora: Daniel Maia

Direção de movimento: Marina Caron

Operador de luz: Gui Pereira

Operadora de som: Natália Francischini

Contrarregra: Diego Dac

Cenotécnico: Português

Fotografia: Ronaldo Gutierrez

Visagismo: Loeni Mazzei

Mídias sociais/Design gráfico: Fernanda Souza

Produtora Executiva: Renata Bertelli

Direção de Produção: Vi Silva

Coordenação/Produção: Julio Comparini

Assistência de Produção: Sofia Augusto

Gestão Administrativa e Financeira: Gustavo Sanna 

Acessibilidade:

Intérprete de libras – Willian BelarminoLocução: Geancarlo MarchesineRoteiro de audiodescrição: Silvia SilveiraConsultoria especializada da Audiodescrição: Aline Borges

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.

Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.

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