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Eu Já Estive Em “Constelações Familiares na Medicina”, de Dagmar Ramos

Sim, aprendemos muito com os audiolivros, e foi minha vez de aprender sobre Constelações Familiares. Tive meu primeiro contato com o assunto ao ouvir “Constelações Familiares na Medicina – O que as histórias revelam sobre sintomas, doenças e curas“, escrito por Dagmar Ramos e narrado por Adélia Nicolete, disponível na Tocalivros.

O livro começa com a autora contando sua experiência com o irmão que já partiu e antes mesmo de desencarnar avisou aos familiares que a passagem dele pela Terra seria breve. Isso desencadeou uma série de experiências entre seus familiares e entendo que foi por conta disso que Dagmar chegou até às Constelações Familiares.

Mas o que é a Constelação Familiar?

Eu também fui pesquisar mais para entender do que se trata uma Constelação Familiar e entendi que por definição é um método psicoterapêutico, criado pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger nos anos 1970. Esse método busca estudar os padrões de comportamento de grupos familiares de geração em geração. Bert começou a pesquisa sobre as relações familiares ao observar os estudos da psicoterapeuta americana, Virginia Satir, que analisava as conjunturas familiares. Para Satir, sempre que um desconhecido representa uma família ou pessoa do grupo familiar, por mais que não o tenho conhecido, ele acaba tendo comportamentos similares às pessoas de um grupo familiar.

Esse método ajuda a revelar os problemas, comportamentos, sentimentos e dúvidas que podem estar ligados ao nossos familiares, por mais que não os tenhamos conhecidos, ou seja, sejam de gerações anteriores a nossa. A Constelação Familiar busca nos mostrar como, inconscientemente, somos levados a repetir comportamentos e ações comuns de nossos grupos familiares. Para Hellinger, isso faz parte do convívio, mas também da necessidade de pertencer ao grupo e pelo amor aos nossos familiares.

A dinâmica pode ser feita em grupo ou individualmente. Durante a sessão são recriadas cenas que envolvam os sentimentos e sensações que o constelado sente sobre sua família. Nas sessões em grupo, são os voluntários e participantes que vivem essas cenas. Já nas sessões individuais podem ser usados esculturas de bonecos ou quaisquer outros recursos disponíveis – setas, pedras, adesivos, âncoras de solo – para representar os diferentes papéis do sistema.

Ao ouvir as histórias eu sentia como um teatro, onde pessoas representavam os familiares, as doenças, os problemas, os sintomas e até o eu interior da própria pessoa que optou por fazer a Constelação Familiar. O tempo todo Dagmar se preocupa em frisar também que a Constelação Familiar não é o fim de um problema, ela ajuda a resolver parte dele, mas principalmente em casos como o de TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – e de Suicídio, fica claro que a terapia continua mesmo após a Constelação Familiar. 

Como em outros livros já lidos, principalmente os que falam sobre medicina oriental, fica claro que todos nós carregamos uma bagagem familiar que pode nos ser útil para o bem ou podem pesar na nossa vida por muito tempo, cabendo a nós saber agradecer a tudo o que nossos pais fizeram, ou fazem, por nós, mas tendo discernimento que somos pessoas únicas e também precisamos construir a nossa história. Ao ouvir Constelação Familiar na Medicina lembrei muito disso, e no meio leigo entendimento acredito que essa possa ser uma ótima forma de dar rumo àqueles problemas mais profundos, que muitas vezes nem sabemos que podem ser causados por nossa família.

Durante o livro Dagmar Ramos levanta questões como: constelações de doenças sistêmicas e clínicas, constelações em transtornos psiquiátricos, na prevenção ao suicídio, relatos de vinculações sistêmicas, ansiedade com relação ao futuro, vivência na integração, entre outros.

Há casos como o de uma paciente que está deprimida, pensando em tirar a vida e, explicando resumidamente, é durante a Constelação Familiar que ela entende que nesse mesmo momento da vida de sua avó, a mesma tirara a vida. Ou seja, a paciente estava ligada aos sentimentos de sua avó e perdendo a vontade de viver.

Dagmar Ramos é médica homeopata, psiquiatra e estudiosa de Constelações Sistêmicas, Familiares e Organizacionais. Em sua obra, a doutora compartilha suas experiências e reflexões como pesquisadora do método terapêutico de Bert Hellinger, mas também como cliente e representante de Constelações Familiares no Brasil.

O audiolivro tem cinco horas e meia de duração e foi lançado em junho de 2021 na Tocalivros. É narrado por Adélia Nicolete, locutora, narradora, e professora de cursos de  escrita criativa, memórias e dramaturgia. Adélia é formada em artes cênicas, tem mestrado e doutorado na área e diversos livros publicados, entre peças teatrais, coletâneas e biografias.

Janaína Leme

@eujaestiveem

Para entender mais sobre Constelações Familiares eu pesquisei no site da IBND (https://www.ibnd.com.br) e em matéria publicada no UOL.

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