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Eu Já Estive Em “Súplica em Olhos Mortos”, de Luciana de Gnone

Betina é uma fotógrafa que lutou todos os minutos para ser bem-sucedida em sua profissão. Mas o coração sempre nos prega peças e não foi diferente com Betina, que ao ser indicada para uma cobertura jornalística conhece Bruno, que arrebata seu coração.

Ao mesmo tempo, João, seu ex, se sente arrependido pelo fim do relacionamento com Betina e resolve aparecer e dar as caras para ver se ainda tem chances.

Mas engana-se ao pensar que Súplicas em Olhos Mortos é focado apenas no triangulo amoroso. Ainda tem muito mais acontecendo na Fazenda Ponte da Boa Esperança, que de Boa Esperança não tem nada.

Bruno é o primeiro a ter pistas do que de ruim permeia o local, mas todo mundo vai acabar envolvido na história.

Inclusive, são muitos os destinos citados no livro: Rio de Janeiro, Brasília, Londres, Beijing, Anambé (Alagoas), Floresta (Pernambuco), Colômbia, Dubai e Maceió, ótimo para quem também quer matar saudades de colocar o pé na estrada.

Quem também, assim como Betina, nunca passou um perrengue em uma viagem? Ela mesmo conta que se programa para chegar com horas de antecedência nos aeroportos depois de uma vez que chegou no aeroporto, percebeu que estava com o passaporte antigo e foi obrigada a voltar para casa e buscar o atual. O que custou 150 dólares e um dia a menos de viagem. Quem nunca?

Os capítulos do livro são intercalados entre narradores diferentes, momentos (anos) diferentes e cidades diferentes. Entre tantas coisas aprendemos sobre a Teoria dos 6 graus, que diz que todos nós estamos ligados a qualquer pessoa do mundo por apenas 6,6 pessoas.

Também me chamou a atenção a expressão “não conseguia parar de sorrir, parecia que havia colocado um cabide na boca”. Nunca tinha ouvido a expressão para aqueles que sorriem de forma insistente, sem conseguir desfazer o sorriso. Aquele, quando você se apaixona por alguém.

O livro também tem uma característica muito interessante nos apresentando uma linguagem peculiar da região de Alagoas. Um exemplo é a frase dita pelo motorista: a sopa está dando muito catabio porque está escoteiro, que traduzindo quer dizer: a caminhonete está dando muito solavanco porque está vazia.

A trilha sonora é uma marca registrada das histórias de Luciana Gnone e aqui a música escolhida foi O Vento, de Jota Quest. E voe por todo mar, e volte aqui, pro meu peito!

Sinopse: Um olhar suplicante, um sorriso malicioso, uma verdade dissimulada. O desamparo muitas vezes vem de quem deveria cuidar. Betina Zetser é uma competente fotógrafa que trabalha para uma revista especializada em turismo empresarial. Emprestada por seu chefe para auxiliar os trabalhos de um jornal inglês, ela conhece Bruno Jopson, um conceituado jornalista designado a cobrir uma matéria sobre o processo de produção de Etanol no nordeste do Brasil. A parceria profissional torna-se vulnerável quando os dois são surpreendidos por uma avassaladora paixão, obrigando Bruno a prosseguir viagem acompanhado de um fotógrafo em início de carreira. Tudo muda quando Betina se vê obrigada a dar prosseguimento aos trabalhos iniciados por Bruno, que sinalizam a existência de mão de obra escrava no engenho. Apesar da trama principal ser ambientada no interior de Alagoas, fatos relevantes também se desenrolam nas cidades de Londres e Rio de Janeiro, tornando a história ainda mais envolvente. Uma obra que, apesar de fictícia, apresenta uma série de relatos verídicos ricamente detalhados. Uma trama que envolve romance, suspense e perseguições.

Luciana de Gnone é natural de Brasília, formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Marketing. Em janeiro de 2009, embarcou em uma aventura familiar emocionante e por doze anos viveu em diferentes países, como Cazaquistão, Colômbia, México e Costa Rica. Iniciou sua carreira de romancista em 2014, quando publicou Súplica em Olhos Mortos, o primeiro livro da trilogia policial da Saga de Betina Zetser, traduzido também para o espanhol. Em abril de 2020, a autora publicou Vestígios, o segundo livro da série, e, em dezembro do mesmo ano, Delito Latente, finalizando a trilogia. Em abril de 2021, em parceria com quatro autoras, publicou o livro Te odeio, mãe! Com todo meu amor, contribuindo com o conto intitulado Aí tem treta. Toda a obra foi dedicada às mães. Em novembro de 2021, publicou seu mais recente livro, Evidência 7: Segredo Codificado. Um romance policial eletrizante que leva o leitor a desvendar um segredo escandaloso. Luciana de Gnone também é autora da série policial Crimes em Copacabana, disponível para leitura gratuita na plataforma Wattpad. Ainda, participou de duas antologias, sendo uma delas no México.

Súplica em Olhos Mortos, de Luciana de Gnone, tem 258 páginas e está disponível no formato digital (R$11,99) e impresso (R$39,90). Também está no catálogo de obras disponíveis para os assinantes do Kindle Unlimited. Esse é o segundo livro da autora que foi lido e resenhado por Eu Já Estive Em. Para conhecer mais sobre Evidência 7, a mais nova obra publicada pela Luciana, basta clicar aqui.

Janaína Leme
@eujaestiveem

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