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Eu Já Estive Em “Eterna Busca”, de Cleide Oliveira

Eterna Busca é daqueles livros de poucas páginas que deixam marcas. Escrito por Cleide Oliveira, a obra tem um quê de romance espírita, pois já o nome deixa a entender que a história aqui contada é uma eterna busca, a eterna busca de Victor.

A mãe de Victor, o personagem principal da trama, morre devido a complicações no parto. O pai de Victor, que nunca desejou ter um filho para não ter nada que atrapalhasse o amor do casal – ele não queria dividir a esposa, agora mãe, com alguém – culpa Victor durante toda a vida por ter matado a mãe e ter tirado do lado do pai o grande amor de sua vida.

Sim, percébesse que a trama é densa, mas mais complexo ainda é o desfecho, que, claro, não daremos spoilers. Entre os questionamentos que levantamos ao ler a obra estão: porque Victor não teve mais controle sobre seus sentimentos, já que estava ciente das situações que o seu envolvimento poderia lhe causar? O amor de alguém vale a sua vida?

E por que acreditamos que o livro venha a ter um ar de romance espírita? Por que ao ler a trama – sou espírita / espiritualista – para mim, ficou claro que havia uma força a mais, uma energia neste caso maléfica, que influenciava tanto o pai quanto o filho nessa história, já que ciente do livre arbítrio nas nossas vidas, seria impossível Victor – por ser uma pessoa com educação, com conhecimento – não conseguir se ver longe de um relacionamento como o que ele se propôs a viver.

Enfim, conseguimos resenhar sem spoilers, só tentando deixar vocês com ainda mais vontade de ler também.

Sinopse: A obra “Eterna busca” narra a história de Victor, um menino de cachinhos dourados e sorriso iluminado que se torna órfão de mãe ao nascer. Ele vive em uma mansão sob os cuidados da governanta, que se torna sua única referência materna. Assim, o menino cresce rejeitado pelo pai, um poderoso empresário do ramo imobiliário, que o culpa pela perda da mulher amada. Aos dez anos, o garoto é encaminhado para um colégio interno na Suíça, onde permanece por oito anos. Até retornar ao Brasil, disposto a conquistar o amor do seu pai e reconectar-se com a sua história e com o seu passado. Entretanto, algumas armadilhas do destino cruzam novamente os seus caminhos, confrontando alegrias, tragédias, dores e esperanças, apenas por decidir viver com plenitude o amor no encontro de almas que se reconhecem.

Cleide Oliveira: foi em uma madrugada de verão quente e enluarada do último ano da década de sessenta, o mês era janeiro, no longínquo sítio Ocrem – Salitre que estava dona Guiomar a agonizar as dores do parto pela sua oitava cria. Naquela noite, como testemunhas apenas os raios do luar adentrando a uma pequena janela do quarto, seu esposo José Luiz, a parteira mãe Tetê, todos à luz do candeeiro. Assim nasceu Cleide Oliveira, que teve seu primeiro contato com os livros e com a escola aos sete anos. Ao longo de sua história, as palavras professoradas por sua mãe “estude para se tornar gente” foram incorporadas ao seu ser e pode-se dizer que foi salva pela educação.

Eterna Busca, de Cleide Oliveira, tem 91 páginas e está disponível nas plataformas de e-commerce no formato impresso e digital. No impresso, publicado pela Editora Viseu. Tivemos oportunidade de ler Eterna Busca em leitura coletiva organizada pela LC Agência de Comunicação. Agradecimento à agência e à autora pela oportunidade de leitura.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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