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Eu Já Estive Em “A Rainha Perdida”, de Ana Cristina Melo

Você não pode desejar o que não conhece! Mas, depois que você lê, deseja o Volume 2 🙂

Eu diria isso em relação ao livro “A Rainha Perdida – volume 1”, escrito por Ana Cristina Melo. Eu não conhecia a autora, nem tinha pesquisado sobre a obra antes de ler, então não tinha a menor noção do que começaria a ler. A obra é daquelas que você inicia e não consegue parar, engata um capítulo atrás do outro, tudo para entender a história de Ellena, moradora do Distrito Sete, em Aghaia, que sonha em conhecer a Capital e se tornar escritora.

Na verdade, não se trata de só conhecer. Para ir até a Capital você precisa ser Admitida, e uma vez admitida, deixará de se relacionar com sua família no Distrito e viverá a realidade de todos que se mudaram e nunca mais retornaram para explicar o que se passa na tão “sonhada” Capital.

A vida no Distrito é de muito trabalho, cerca de 12h, 14h horas por dia, mas por outro lado os moradores ganham casa, comida, uma vida pacata, sem violência, sem luxo e sem desigualdade – todas as roupas são iguais, todos comem as mesmas coisas, todos seguem o mesmo padrão de vida. E aí? É melhor ter a comodidade da vida linear no Distrito ou se aventurar para a Capital?

Ellena vai para a Capital e, sendo assim, tem muita história para contar. São tantos acontecimentos que você lê as 366 páginas num piscar de olhos e sofre quando chega na última página e percebe que vai ter que esperar pela continuação.

Ana Cristina Melo escreve há 15 anos e por meio de seus livros costuma trabalhar temáticas e gêneros que gosta de ler que acrescentam sempre uma nova reflexão. E isso é possível ver em algumas das citações retiradas do livro que replicamos abaixo, onde mesmo numa obra de ficção, há frases tão reais e tão presentes no nosso dia a dia.

Vamos aos trechos do livro:

⁃ Podemos sentir na pele, nos ossos, nos músculos cansados, que a vida que levamos não é boa, apesar de a maioria acreditar no que nos ensinaram na escola, que vivemos a melhor vida que poderíamos ter, pois o mundo está em paz, não há fome ou violência. Algo dentro de mim, porém, grita que não é bem assim.

⁃ A caminhada segue para todos. As palavras do último livro extraviado preenchem minha mente: você não pode desejar o que não conhece.

⁃ Nada pode ficar sujo. Robôs circulares automáticos invadem o salão e limpam o piso de qualquer migalha. O próprio povo limpa as ruas do nosso Distrito. E cabe a cada um limpar os maus pensamentos.

⁃ Minha amiga diz que sempre falta algo em minha vida e que essa insatisfação constante pode ser minha perdição.

⁃ As pessoas se odiavam por diferenças de pensamento, de comportamento, de cor, de regiões, de sexo, por qualquer motivo. Eram muitas teorias, muitas pessoas que achavam que carregavam a verdade.

⁃ O tempo no mundo é precioso. O tempo em Aghaia é precioso. Tempo e recursos naturais.

⁃ Meu pai certa vez me disse que, as vezes, desejamos tanto uma coisa que não paramos para pensar tudo que teremos que abrir mão se este desejo se realizar. Porque nenhuma escolha na vida é sem consequência. Sempre estaremos descartando algum caminho para outro que escolhemos.

⁃ Não sei se você percebeu, mas a Capital vive das aparências. Eles não querem saber se você está destruída por dentro, o que importa é o que você mostra ao mundo.

⁃ Aqui não se comercializa livros, porque eles são alimento para alma, como são os alimentos para o corpo.

⁃ Você pode limpar a sujeira de um móvel, mas isso pode durar muito pouco, se você não descobrir a origem da sujeira.

⁃ Não basta termos tempo para escrever. É preciso estarmos bem mental e emocionalmente.

⁃ Um dia minha mãe me disse que os maiores problemas começam na dificuldade das pessoas se relacionarem. E que as maiores dores que sentimos é porque nos importamos demais com a opinião dos outros sobre nós e nossas ações.

“A Rainha Perdida – Volume 1”, de Ana Cristina Melo, é dedicado para todos que sonham com a liberdade do dia a dia. Tem 366 páginas e foi publicado pela Editora Opala (https://www.editoraopala.com.br/). Também tem o formato digital disponível na Amazon.

Agradecimento especial à LC Agência que nos enviou o exemplar para leitura e resenha.

Janaína Leme

@eujaestiveem

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