Pular para o conteúdo

Eu Já Estive Em “Experiências de Quase Morte”, de Edson Amâncio

A morte não é tão apavorante assim e depois de uma EQM quase todos que passaram pela experiência relutam em voltar. Aí falamos do poeta grego Lucrécio que já anunciava: o medo da morte criou o mito da imortalidade.

Em 2005, ao ler a revista médica inglesa The Lancet, Edson Amâncio se deparou com o estudo do holandês Pim Van Lommel, publicado em 2001, no qual relata 344 casos de EQMs – Experiências de Quase Morte documentados minunciosamente nos hospitais de seus país. E, desde então, o autor, médico e neurocirurgião, Edson Amâncio, estuda e escreve sobre o assunto.

A partir daí o autor colocou um questionário na internet para que quem já tivesse sentido algo parecido pudesse preencher e desde então, Edson passou a estudar os casos e escrever sobre ele. A consciência é produto do cérebro, segundo a ciência e a EQM não existe. Se a pessoa está morta ele não tem mais consciência. Mas como explicar todos os relatos do livro e todos os demais em todo o mundo?

A Experiência de Quase Morte tem alguns elementos comuns: incapacidade de expressar os sentimentos por meio das palavras, sensação de paz, de calma, a consciência de estar morto, a saída do próprio corpo, a impressão de passar por um túnel, percepção de luz brilhante, visão panorâmica e outros que são relatados um a um no livro.

A obra também traz detalhes de que em quais situações é mais provável acontecer uma EQM e com o livro em mãos também é possivel ter acesso ao questionário que o doutor usou para identificar os pacientes que relataram viver a experiência. Edson Amâncio traz inclusive um espaço para contar mais sobre as EQMs em cegos.

Vamos a breves trechos do livro:

– De repente me vi fora do meu corpo. Nitidamente eu estava deitado – dormindo ou ainda em coma, não sei ao certo. Olhei em volta, vi outros pacientes acamados, alguns acordados, outros dormindo…

– Todas as formas de dualismo têm em comum a afirmativa de que a experiência consciente é não física e está, portanto, além do âmbito das ciências físicas.

– Sem dúvida, o cérebro facilita de alguma maneira a consciência, mas conseguiria ele “produzi-la”?    

– Alguns autores utilizam o exemplo do rádio e da TV para explicitar essa relação entre mente e cérebro. Você pode sintonizar uma estação qualquer no rádio, mas isso não lhe dá poder sobre a programação que ouvirá.

E, Edson Amâncio cita C. G. Jung sobre acreditar ou não em uma EQM: não vou me comprometer com a estupidez em voga de considerar fraude tudo o que não consigo explicar.

Sinopse: mente e cérebro parecem indissociáveis. Mas existe um local específico no cérebro que abriga a consciência? Se sim, como ela é produzida? Será possível que a consciência – ou alma – sobreviva à morte? As experiências de quase morte (EQMs), nas quais determinadas pessoas, em incidentes graves, sentem que deixam o corpo e vivenciam uma série de fenômenos inexplicáveis, têm fascinado a humanidade desde o princípio dos tempos. Além das similaridades presentes nos relatos – túneis de luz, encontro com entes queridos, sensação de paz extrema, comunhão com o universo e desejo de não retornar à vida que conhecia –, tais experiências ocorrem com indivíduos de todas as etnias, religiões e classes sociais.
Neste livro, o neurocirurgião Edson Amâncio deixa verdades absolutas de lado e, com sua visão de médico e pesquisador, mergulha no estudo das EQMs. Para isso, parte tanto de uma completa revisão de casos mencionados na literatura quanto dos relatos que ouviu de seus pacientes e de pessoas com quem conversou ao longo de quase duas décadas. O resultado é uma obra leve e humana, que vai surpreender tanto aqueles que acreditam na vida após a morte quanto os convictamente céticos. Prefácio do neurocientista e escritor Sidarta Ribeiro.

Sobre o autor: Edson J. Amâncio é médico e neurocirurgião. Fez mestrado e doutorado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi professor adjunto de Neurocirurgia na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba (MG), e do Centro Universitário Lusíadas (Unilus), em Santos (SP). Idealizou e presidiu, em 2002, o I Congresso Paulista de Neurociências. Autor de várias obras de ficção (contos, crônicas e novelas) e do livro de divulgação científica O homem que fazia chover e outras histórias inventadas pela mente (Barcarolla, 2012).

Com prefácio de Sidarta Ribeiro, apresentação, 11 capítulos, notas e referências, Experiências de Quase Morte – Ciência, Mente e Cérebro, de Edson Amâncio, tem 164 páginas, está à venda no site do Grupo Editorial Summus, nas livrarias de todo o Brasil e também nas plataformas de e-commerce. Para que você possa conhecer mais sobre o autor e sua obra, deixo aqui o link da entrevista concedida ao jornalista Pedro Bial (só para assinantes da Globoplay). O autor passou também pelo Programa do Jô e tem outros tantos vídeos onde Edson Amâncio fala sobre o assunto no Youtube também.

Janaína Leme

@eujaestiveem

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: